Mato Grosso

Homem encontra esposa com outro na cama e a degola em Paranatinga

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Da Redação

Um homem, identificado como José Rodrigues de Oliveira, 42 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) após ter confessado a morte da esposa, Paula Vieira Rodrigues, 45 anos, na cidade de Paranatinga (380 km de Cuiabá), o crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (24).

De acordo com as informações, o homem teria flagrado a mulher com outro homem em sua casa, ele que trabalha em uma fazenda da região, teria recebido a informação de que a mulher estava com outro homem, no momento que ele chegou em casa, ele viu o amante saindo correndo apenas de cueca, no momento que ele entrou na casa, viu a esposa sem roupas deitada na cama.

De acordo com o homem, no momento que viu a cena, ele teria se enfurecido e pegado uma faca partindo para cima da esposa que ainda estava na cama, José teria desferido vários golpes de faca contra a esposa que tentou se defender mas não conseguiu se livrar do marido, por fim, ele teria degolado a esposa que sangrou até a morte.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, após cometer o crime, o marido teria ido até uma empresa de segurança e pedido que os funcionários chamassem a polícia porque ele queria se entregar.

Uma equipe da Polícia Militar (PM) realizou a prisão do marido e se deslocaram ao local do crime, eles encontraram o corpo da mulher ensanguentado e enrolado em um cobertor ao lado da cama do casal.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local e realizou os trabalhos periciais, na sequencia o corpo da mulher foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) onde deverá passar por exames de necropsia.

O caso passa ser investigado pela Polícia Judiciária Civil (PJC) através da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O homem, foi preso e deverá responder pelo crime.

Foto: Divulgação

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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