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Situação de conselheiros afastados se complica; Coaf detecta saques milionários para pagamento de propina

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Da Redação

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou após investigações que a empresa Gendoc, acusada pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, de efetuar pagamentos de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), movimentou mais de R$ 40 milhões entre março e agosto de 2013.

De acordo com o Coaf, as movimentações são incompatíveis com a capacidade econômica e financeira da empresa, fato que reforça a acusação de que a empresa era utilizada para realizar pagamentos de propinas a políticos.

O órgão apontou ainda, que as empresas realizavam movimentações “estranhas”, já que os saques eram realizados ocultando o destino das transferências. Foram identificadas ainda movimentações financeiras e patrimoniais que ligavam os saques aos conselheiros afastados do TCE, Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano, Valdir Teis e Sérgio Ricardo de Almeida.

De acordo com informações, está empresa pode ter ligação com o empresário Jandir Milan, proprietário da empresa Ábaco, um dos maiores beneficiários em contratos firmados com órgãos públicos durante a gestão de Silval. A empresa atua no ramo de Tecnologia da Informação (TI).

A empresa também pode ser alvo de investigações não apenas por parte do Coaf, mas também de órgãos como Ministério Público, Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Foto: Divulgação

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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