Mato Grosso

Empresária baleada pelo ex-namorado morre após 18 dias na UTI de hospital em Barra do Garças

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Mato Grosso

Da Redação

Morreu na tarde desta terça-feira (18), a jovem empresária Karina Souto, de 29 anos, que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Barra do Garças (à 511,9 km de Cuiabá) desde o dia 01 de fevereiro após levar três tiros do namorado. 

Karina estava internada há 18 dias e chegou a apresentar uma melhora na semana passada, ela foi internada na UTI após ser baleada no rosto e abdômen pelo ex-namorado, Baltazar Augusto de Menezes de 58 anos, que não aceitava o fim do relacionamento.
Após efetuar o disparos contra a jovem, Baltazar tirou a própria vida.

De acordo com a polícia, Baltazar Augusto de Menezes, de 58 anos, atirou duas vezes na ex-namorada e, em seguida, disparou contra a própria cabeça. Ele morreu na hora. 

Karina estava com um grupo de amigos nos fundos da casa de uma amiga, no bairro Santa Mônica, em Nova Xavantina. Testemunhas contaram à polícia que Baltazar foi até a residência e começou uma discussão com a ex-namorada. O homem queria que ela voltasse a namorar com ele.

Ao ter o pedido negado, Baltazar pediu a Karina devolvesse um colar que ele havia dado de presente. A jovem entregou o objeto, e então o homem foi até o carro para guardá-lo. Ao retornar, estava com uma arma e atirou na ex-namora no rosto e abdômen.

 

 

 

Foto: Divulgação

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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