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Diretor do Hospital Universitário da UFMT lamenta invasão ao Centro Cirúrgico

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Da Redação

Durante a madrugada do último domingo (16) o Centro Cirúrgico do Hospital Veterinário (Hovet) da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) foi invadido e vandalizado. A assessoria da universidade confirmou a informação e a Polícia Federal (PF) foi acionada.

A informação inicial, partiu de uma conta no Twitter, do usuário Matheus Arisi. “Entenda que é um hospital. Nada mais nada menos. Tratem isso não só como um crime de vandalismo em cima de uma instituição pública. Foi um ataque a um local onde se tratam animais que não seriam tratados em outro lugar”, lamentou na conta. Outros usuários demonstraram indignação com o ato de vandalismo. 

Na manhã desta segunda-feira (17), em entrevista para O Mato Grosso, Richard Pacheco, diretor do Hovet, informou que estão fazendo o levantamento dos prejuízos e lamentou a incapacidade do Hovet de prosseguir com o atendimento normal até a próxima quarta-feira (19).

A universidade se manifestou em nota, confira na íntegra.

Em decorrência de uma invasão no Centro Cirúrgico do Hospital Veterinário (Hovet), da UFMT, o hospital estará fechado nesta segunda-feira (17).

O fato ocorreu na madrugada de sábado (15) para domingo (16).

A Polícia Federal já foi acionada e está investigando o caso.

Até o momento, não é possível afirmar que objetos foram levados. A equipe do Hovet fará um levantamento do inventário nos próximos dias.

Foto: Cesar Mello

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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