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Detran e Polícia Militar capacitam mais de 300 profissionais da área fiscalização em MT

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Da Redação

Mais de 300 profissionais do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), policiais militares, policiais civis e agentes municipais de trânsito foram capacitados, no mês de janeiro, no curso de formação para preenchimento de Auto de Infração de Trânsito.

O curso é realizado em uma parceria do Detran-MT com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e segue até o dia 22 de abril, com a perspectiva de capacitar cerca de 5 mil profissionais que atuam na área de fiscalização de trânsito em todo Estado.

“O objetivo é capacitar os agentes de fiscalização de trânsito e os policiais em todo Estado quanto ao preenchimento correto do Auto de Infração de Trânsito, orientá-los sobre a autuação em forma eletrônica e os documentos de porte obrigatórios para circular com o veículo que possuem a versão digital, como o CRLV e a CNH”, explicou o segundo tenente PM Alcides Mauro Dutra, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.

Para o tenente, o curso também é uma forma de promover a formação continuada dos servidores para que estejam cada vez mais preparados para lidar com situações adversas no trânsito.

Um dos alunos da capacitação, soldado PM Geferson Cláudio Alves Costa, lotado no Batalhão da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), disse que curso é de grande importância para todos os agentes e policiais. “A tecnologia está cada vez mais presente em nosso ambiente e precisamos estar preparados para não cometer erros e prejudicar as pessoas em uma fiscalização”, falou.  

Auto de Infração

O Auto de Infração de Trânsito é um procedimento administrativo pelo qual o agente da autoridade de trânsito, ao perceber ou visualizar uma infração cometida no trânsito, deve lavrar a autuação, de forma manual ou eletrônica, e aplicar ao condutor as medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e demais normas vigentes na legislação brasileira.

Foto: Bruno Solis

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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