Por meio de Decreto
UBS de Cuiabá terá horário estendido de atendimento
Política
Na última segunda-feira (17) ocorreu uma reunião com representantes da Secretaria de Saúde de Cuiabá (SMS), o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) obteve garantias sobre a regulamentação do trabalho dos profissionais que atuarão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em razão do Decreto Municipal Nº 8930/2022, essas unidades funcionarão em horário estendido para atender a demanda de novos casos de covid-19 e do surto gripal.
Na reunião, ficou acertado que para regulamentar o descanso e as horas extras dos médicos, será editada uma portaria concedendo uma hora de descanso ao médico de plantão na unidade. Nesse período, o profissional poderá sair da unidade para realizar suas refeições. Também ficou assegurado o pagamento das horas extras enquanto for necessário essa escala de trabalho.
Outra cobrança feita na reunião foi a realização de concurso público. “Sabemos que essas contratações temporárias nesse momento são cruciais, mas é necessária a expansão do atendimento com criação de equipes de triagem em vários pontos da cidade, visando melhorar o acesso dos pacientes e aliviar as equipes de saúde da família, UPAS e Policlínicas”, destacou o presidente do sindicato, Adeíldo Lucena.
De acordo com a SMS, o processo do concurso está em andamento e aguarda os apontamentos da Secretaria de Gestão, para posterior análise da Comissão de Elaboração do Edital do Concurso. Ainda serão definidas questões relativas ao novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários da classe médica (PCCS), com o objetivo de ser previamente aprovado antes da publicação do edital do certame.
O sindicato ponderou também lembrou, que diante do aumento do número de casos de covid-19 e o surto de síndrome gripal, não há tempo hábil para o município aguardar a realização do processo seletivo, pois o aumento pela procura dos serviços de saúde, somado à carência de profissionais, sobrecarrega as equipes de saúde.
Outro ponto colocado foi a aquisição de insumos e medicamentos pela SMS para dar suporte necessário aos atendimentos.
Política
Abilio pede que apoiadores aceitem resultado das urnas
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), pediu que os apoiadores encerrem as manifestações contra o resultado da eleição presidencial após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Em publicação nas redes sociais, o gestor defendeu que não haja contestação ou confronto em razão da derrota de Flávio Bolsonaro (PL).
“Não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu Abilio.
A declaração foi publicada após a confirmação da reeleição de Lula e contrasta com a posição de Flávio, que anunciou a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar o resultado. O candidato derrotado alegou irregularidades relacionadas à prorrogação do horário de votação e afirmou que não reconhece o resultado nas condições em que o pleito ocorreu.
Na publicação, Abilio compartilhou uma imagem com uma oração pelo país e afirmou que, diante do desfecho eleitoral, restava “orar e agradecer pelos que lutaram ao nosso lado”. O prefeito também parabenizou Flávio pela campanha, mas ressaltou que pretende manter o foco na administração municipal.
“Nós vamos em frente trabalhando por Cuiabá, cuidando da nossa gente, lutando por Mato Grosso”, declarou.
Prefeito cita divisão política e desafios econômicos
Apesar de defender o encerramento das manifestações contra o resultado, Abilio fez críticas ao cenário político nacional. Na avaliação do prefeito, o país continua dividido e distante de uma pacificação entre os diferentes grupos políticos.
Ele também comentou a composição das instituições brasileiras e demonstrou preocupação com questões econômicas, citando o endividamento público e a pobreza.
A manifestação de Abilio ocorre em um momento de divergência dentro do próprio PL sobre como reagir à derrota presidencial. Enquanto o prefeito defendeu que os apoiadores não contestem nem confrontem o resultado, Flávio anunciou que pretende buscar uma revisão judicial da eleição.
Ao reiterar sua posição, Abilio voltou a pedir que não haja mobilizações contra o desfecho das urnas.
“Não devemos nos manifestar, não devemos contestar, não devemos confrontar. Acabou”, escreveu.
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