novos e usados

Financiamentos de veículos cresceram 11% no ano

Nos últimos meses do ano, a B3 aponta queda nos financiamentos, principalmente nos autos leves novos, afetados pela escassez global de chips

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Economia

Foto: Tchélo Figueiredo

Entre novos e usados, as vendas financiadas de veículos ficaram em torno de 6 milhões de unidades no ano, incluindo motos, autos leves e pesados, também conforme a B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames, que gerencia restrições financeiras sobre veículos dados como garantia.

Os financiamentos de veículos usados cresceram quase 11% em 2021, representando 70% do total, na comparação com o ano anterior, segundo dados da B3.

No caso dos usados, a maior procura foi pelos leves com mais tempo de uso. A faixa entre 9 e 12 anos cresceu mais de 30%, enquanto os financiamentos de veículos com mais de 12 anos de uso subiram cerca de 70% ante 2021.

Nos últimos meses do ano, a B3 aponta queda nos financiamentos, principalmente nos autos leves novos, afetados pela escassez global de chips.

Com a escassez de semicondutores, cerca de 300 mil automóveis deixaram de ser produzidos em 2021. O fornecimento apresenta sinais de melhora, mas a regularização só deve ocorrer no segundo semestre de 2022.

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Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula

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O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

Principais números do dia:

  • Dólar: R$ 5,403 (+8,21%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã;
  • Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%);
  • Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo superior a 17%.
  • Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
  • Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
  • Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.

Dólar tem disparada histórica

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a alta para internalizar divisas.

O resultado eleitoral alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Bolsa registra forte queda

O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. O resultado representou a maior queda diária desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade da queda levou à ativação do circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.

O volume financeiro movimentado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.

Com o resultado da sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. No acumulado de 2026, o índice manteve valorização de 9,61%.

*Com informações da Reuters



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