novos e usados
Financiamentos de veículos cresceram 11% no ano
Nos últimos meses do ano, a B3 aponta queda nos financiamentos, principalmente nos autos leves novos, afetados pela escassez global de chips
Economia
Entre novos e usados, as vendas financiadas de veículos ficaram em torno de 6 milhões de unidades no ano, incluindo motos, autos leves e pesados, também conforme a B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames, que gerencia restrições financeiras sobre veículos dados como garantia.
Os financiamentos de veículos usados cresceram quase 11% em 2021, representando 70% do total, na comparação com o ano anterior, segundo dados da B3.
No caso dos usados, a maior procura foi pelos leves com mais tempo de uso. A faixa entre 9 e 12 anos cresceu mais de 30%, enquanto os financiamentos de veículos com mais de 12 anos de uso subiram cerca de 70% ante 2021.
Nos últimos meses do ano, a B3 aponta queda nos financiamentos, principalmente nos autos leves novos, afetados pela escassez global de chips.
Com a escassez de semicondutores, cerca de 300 mil automóveis deixaram de ser produzidos em 2021. O fornecimento apresenta sinais de melhora, mas a regularização só deve ocorrer no segundo semestre de 2022.
Economia
Tarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNI
A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar uma tributação total de 37,5% para entrar no mercado estadunidense, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a entidade, a nova medida alcançará US$ 12,4 bilhões, o equivalente a 29,4% de todas as vendas do Brasil aos Estados Unidos. As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira (24).
O levantamento da CNI detalha como a nova tarifa de 12,5% será aplicada sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos:
- 4.060 produtos brasileiros serão atingidos pela nova sobretaxa;
- 3.985 produtos já estavam sujeitos à tarifa adicional de 25% e agora passarão a pagar 37,5% no total;
- Esse grupo representa 80,7% das exportações afetadas, o equivalente a US$ 10,8 bilhões;
- Outros 75 produtos, que somam US$ 1,6 bilhão em exportações, serão tributados apenas pela nova alíquota de 12,5%, sem incidência da tarifa anterior.
Impacto maior
No total, a CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo estadunidense.
As novas cobranças decorrem da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, que concluiu que o Brasil e outros países não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
>> Governo brasileiro contesta e chama tarifas de indevidas.
Defesa do Brasil
Na avaliação da CNI, porém, as justificativas apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não refletem a realidade brasileira.
A entidade afirma que o país possui uma das legislações mais modernas para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado ao longo das cadeias produtivas.
Segundo a confederação, o arcabouço jurídico brasileiro prevê mecanismos de fiscalização, responsabilização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente.
Negociação
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a intensificação das negociações entre os governos brasileiro e estadunidense, para tentar reduzir os impactos sobre a indústria.
“É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, destacou.
Segundo Alban, a entidade já mantém conversas com o governo federal e com os setores mais afetados para construir medidas de curto prazo.
Investigação comercial
A investigação conduzida pelos Estados Unidos alcançou 60 parceiros comerciais. Na decisão final, o Brasil foi incluído entre os países que, na avaliação do governo estadunidense, “não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
A medida resultou na aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre parte das exportações brasileiras, que, em muitos casos, será somada à sobretaxa de 25% em vigor desde esta semana.
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