Tangará da Serra

Não vacinados representam mais de 95% dos infectados com COVID-19

Ao longo de seis dias a equipe de profissionais da UPA 24 Horas realizou cerca de três mil atendimentos

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Saúde

Foto: Gustavo Duarte

Em uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (07), o enfermeiro Fabrício Queiroz, responsável técnico pela Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra disse que levantamento do perfil epidemiológico dos últimos casos positivos de COVID-19, realizado pelo Setor de Saúde Municipal, mostra a importância da vacinação.

Segundo o levantamento, a maioria dos infectados pelo vírus são pessoas com esquema vacinal incompleto. A Secretaria de Saúde alerta que entre os casos confirmados, mais de 95% são de pessoas sem a imunização completa.

“São pessoas que não cumpriram o esquema vacinal completo, que tomaram apenas uma dose ou que estão atrasadas para receber a segunda dose ou a dose de reforço. Não chega nem a 5% os munícipes com esquema vacinal completo, dentre os 160 casos ativos em Tangará da Serra atualmente”, falou.

Ele destaca que todas as unidades de saúde do Município estão equipadas com todos os imunizantes, basta procurar uma unidade para completar. “Temos registrado baixa procura da população, principalmente do público adulto jovem, que não tem procurado se imunizar”, disse.

“É preocupante, principalmente porque a gente suspeita da circulação dessa nova variante e nesse período de festividades de fim de ano muitos moradores passaram festa de fim de ano fora da cidade, em estados onde a variante foi confirmada, por causa das características, da alta contaminação”, completou, informando que em Tangará ainda não houve registro de infecção dupla de covid-19 e influenza.

Ao longo de seis dias a equipe de profissionais da UPA 24 Horas realizou cerca de três mil atendimentos, sendo que 65% deles foram de pacientes com sintomas respiratórios, que podem ser provocados por quaisquer doenças que atingem o trato respiratório. Dentre estes, foram feitos 609 testes de COVID-19, sendo que 116 foram positivos, uma média alta, de 19%. Entretanto, o médico Ciro Luiz Fernandes, Diretor Técnico do Hospital Municipal e UPA, destaca que a maioria absoluta dos pacientes atendidos apresentavam sintomas leves.

“Temos percebido nos últimos dias que há uma grande taxa de transmissão, mas os casos atendidos na UPA normalmente são leves, havendo apenas três pacientes internados no hospital dentre os 116 positivos de COVID-19”, disse.

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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