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Selma afirma que Fávaro quer assumir para “mexer em emendas”

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Mato Grosso

Da Redação

Em entrevista para o site O Antagonista, a senadora cassada Selma Arruda (Podemos) afirmou que ainda não tem candidato para sua vaga, além disso ela afirmou que deve lealdade ao presidente de sua sigla Álvaro Dias e que por conta disso deverá apoiar o candidato que ele indicar.

“Não tem nada definido ainda. O que tenho dito e repito é: meu partido é o Podemos, devo lealdade ao líder Alvaro Dias e não vou apoiar ninguém que ele não apoie. Estamos em ritmo de espera, não houve vacância ainda.” Disse a ex-juíza.

Selma disse ainda que o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) quer ocupar o cargo antes da eleição pata mexer com as emendas parlamentares, porém ela não apresentou detalhes da acusação.

“Não desejo isso para o povo do Mato Grosso. Ele já deixou muito claro que quer ocupar o cargo neste tempo antes da eleição para mexer em emendas. E a gente sabe o que esse pessoal faz com emendas”, disparou.

Carlos Fávaro foi terceiro colocado nas eleições de 2018 e após um pedido do seu partido e do Governo de Mato Grosso o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Fávaro tomasse posse do cargo deixado pela senadora, porém o processo de vacância ainda está em andamento no Senado Federal.

 Um dos cotados para disputar a vaga de Selma, é o colega de partido José Medeiros que já foi senador e também enfrentou um processo de cassação, porém a candidatura não deverá ter apoio do Podemos, já que o mesmo teme uma mudança de Medeiros para o ‘Aliança Pelo Brasil’, partido em processo de criação que irá abrigar os aliados de Bolsonaro. Outro ponto que desfavorece a candidatura do deputado federal é o fato de que ele apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018 e não o candidato do partido Álvaro Dias.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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