Mato Grosso

Jovem que matou fisioculturista se entrega e responderá pelo crime em liberdade

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Da Redação

O suspeito da morte do modelo fisiculturista Marcos Vinicius Pires de Camargo, 22 anos, ocorrido na madrugada deste domingo (09) em um bar na cidade de Rosário Oeste (130 km de Cuiabá), se apresentou as autoridades na tarde desta segunda-feira (10).

O suspeito da morte do jovem foi identificado como Nicolas Locatelli, se apresentou na delegacia de Polícia Judiciária Civil juntamente com um advogado, ele foi ouvido pelo delegado Henrique Trevizan e foi liberado, já que não estava mais no período de flagrante.

De acordo com as informações, o jovem confessou o crime em seu depoimento, segundo ele, existia uma ‘rixa’ antiga entre ele e Marcos, por conta de um ‘flerte’ entre Marcos e a namorada de Nicolas.

Segundo o delegado, essa rixa entre os dois já é antiga e desde o ocorrido, ambos trocavam insultos e provocações e em uma oportunidade houve até agressão física.

Em seu depoimento, Nicolas afirmou que pegou uma arma que pertencia a seu pai e foi até o bar em busca da vítima, em dado momento ele teria localizado a vítima e disparado sete vezes pelas costas, fugindo em seguida, além disso, ele teria se livrado da arma durante a fuga, para isso ele teria utilizado um veículo Toyota Corolla, cor prata, que também pertencia ao pai.

Nicolas foi ouvido e liberado na sequência, ele deverá responder pelo crime inicialmente em liberdade, o delegado ainda afirmou que as investigações estão avançando e foram solicitados perícias e laudos que devem ficar prontos já nos próximos dias.

Foto: Facebook

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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