Mato Grosso
Moradores do bairro Construmat reclamam de vazamento de esgoto; DAE promete resolver até quinta
Mato Grosso
Da Redação
Os moradores do bairro Construmat, em Várzea Grande, a muito tempo enfrentam um problema que vem causando transtorno para os moradores do bairro.
A cerca de noventa dias o esgoto naquela região vem transbordando, com isso o mal cheiro é intenso, e incomoda todos que passam pelo local.
De acordo com Benedita, moradora do bairro a quarenta anos, o problema sempre existiu, mas se agravou nos últimos meses, principalmente no período das chuvas.
Nossa equipe procurou o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, que é o responsável por resolver este tipo de problema, no local fomos recebidos pelo diretor de produção, Eder Gomes, que nos acompanhou até o bairro para explicar o que estaria ocorrendo.
Segundo Eder Gomes, o problema no bairro se estende desde 2005, quando a estação e captação foi implodida, desde então recursos estão sendo captados para resolver definitivamente o problema. Porém, desde a última sexta-feira (07), maquinas da Prefeitura de Várzea Grande estão no bairro para resolver o problema de maneira paliativa.
O projeto consiste em construir uma elevatória para que o esgoto da região seja levado para outra central de tratamento onde o esgoto passa por processos limpeza para de fato ser descartado diretamente no Rio Cuiabá.
Gomes garantiu que até na quinta-feira (13) os moradores teriam o problema resolvido e que o esgoto não mais irá vazar causando o mal cheiro que incomoda tanto os moradores. “Nós sabemos que não é fácil, mas este serviço começou na sexta-feira passada, hoje nós já estamos terminando toda rede, provavelmente até amanhã está tudo resolvido e tudo canalizado e estes problemas de entupimento de esgoto vão acabar aqui no bairro Construmat.” Afirmou Gomes.
Porém, Eder Gomes ponderou que se caso haja uma chuva forte o problema poderá reaparecer, já que há a necessidade de realizar a obra da central que é a responsável pela captação e além disso, a grande maioria das casas em Várzea Grande utilizam da rede de esgoto para liberar a água da chuva. “O sistema de tratamento de esgoto, é coletado apenas esgotamento sanitário, e aqui em Várzea Grande, infelizmente, os munícipes utilizam da água de chuva, eles colocam junto da rede de esgoto, por isso que em época de chuva entope tudo, porque a água de chuva era para ser descartada no sistema pluvial onde será descartado em outro local.” Afirmou.
Em relação a solução definitiva do problema, Eder afirma que poderá ser concluído em até três meses, já que a licitação e os trâmites legais para a construção da central de tratamento já estão sendo iniciados. “Isso depende da licitação, tem todos os processos burocráticos, mas acredito que em no máximo três meses isso se resolve.” Finalizou.
Foto: César Mello
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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