Mato Grosso

Padrasto é preso por estupro de vulnerável após deixar hematomas em enteadas

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Mato Grosso

Da Redação

No último domingo (09), uma mãe acionou a Polícia Militar (PM) após a sua filha (10) relatar que ela e sua irmã (12), vinham sofrendo abusos sexuais por parte de do padrasto. A prisão ocorreu em Cuiabá.

De acordo com o relato da mãe, a filha estava angustiada e chorando bastante, afirmando que precisava contar uma coisa mais não conseguia. Após insistência da mãe, as duas filhas confessaram que estavam sendo vítimas de abusos sexuais pelo padrasto há 7 anos. Ainda mostraram hematomas deixados pelo padrasto na região dos seios. 

No momento da confissão, o agressor fingiu que estava dormindo e quando as crianças terminaram o relato, ele acordou e falou pra sua companheira “eu vou preso, mas vou matar sua família”.

Segundo a mãe, ela já sofreu diversas agressões físicas e psicológicas pelo agressor, mas sempre acabava lhe perdoando, por medo e insegurança devido à diversas ameaças.

O acusado foi detido no local e encaminhado algemado para Central de Flagrantes.

Os agentes seguem a investigação do caso.

Foto: Marcelo Sant’anna

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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