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Mendes anuncia compra de armas para equipar polícia do Estado

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Da Redação

O Governo do Estado vai adquirir 3500 pistolas Glock para equipar os policiais militares atuantes em todas as regiões de Mato Grosso.

A medida foi anunciada pelo governador Mauro Mendes, nesta sexta-feira (07.02), durante evento de entrega da recuperação dos 16 km do Anel Viário de Rondonópolis.

De acordo com o chefe do Executivo, a Polícia Militar hoje possui carência desse tipo de equipamento, situação que coloca em risco não só os próprios militares, mas a população.

“A Polícia Militar, hoje, não tem uma arma para cada um dos policiais. Muitas vezes o policial termina o dia e precisa deixar a arma no batalhão para ser usada por outro colega, e vai para casa sem nada. Mas ele é policial sempre, o tempo inteiro. Prende bandido, dá tapa em bandido e vai para casa sem nada. Um desses bandidos pode enfrentar ele e ele estar desarmado”, afirmou.

Mauro Mendes relatou que Mato Grosso é um dos poucos estados onde não há uma arma para cada policial. O efetivo atual da PM é de 7.145 militares.

“Em todos os lugares o policial tem a sua arma, que é comprada pelo Estado, e em Mato Grosso não. Essa semana eu tive uma reunião com a nossa secretaria de Segurança, com o coronel Assis [comandante-geral da PM], e nós já determinamos: vão ser compradas mais 3.500 pistolas Glock, que são as mais modernas pistolas do mundo, para ser disponibilizadas às nossas forças de Segurança”, registrou.

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, a aquisição dos equipamentos irá contribuir, e muito, para a diminuição dos índices de criminalidade em Mato Grosso, que já estão em escala decrescente. Em 2019, houve redução de 25% nos crimes de roubo, 10% em furto e 8,1% em homicídios.

“A compra dessas 3500 novas pistolas vai permitir que os policiais trabalhem com armamentos de maior qualidade e isso reflete na sociedade, com melhora significativa na sensação de segurança. É um importante avanço para a Segurança em Mato Grosso e faz parte de um grande projeto que estamos desenvolvendo, que é o Tolerância Zero”, explicou.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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