Mato Grosso
Mulher acusa estudante de medicina da UFMT de estupro
Mato Grosso
Da Redação
Uma mulher que não teve o nome revelado acusou um estudante do curso de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de estupro. A mulher, expôs a situação através de uma rede social os momentos de horror que viveu com o estudante.
Na publicação, a mulher afirma que resolveu expor uma pessoa “que a fez muito mal”, disse também que jamais teve coragem de relatar o que havia acontecido. “Resolvi expor uma pessoa que me fez muito mal e eu nunca tive coragem de falar, mas com o apoio das minhas amigas, aqui estou eu: fui estuprada por um estudante de medicina da UFMT”, disse a vítima na publicação.
A mulher seguiu dizendo que o fato aconteceu em um dia que ela teria brigado com a mãe, após a briga, ela saiu de casa e parou em um lugar no qual ela não conhecia onde carregou o celular. A garota relata que o estudante, no qual ela já conhecia, mandou uma mensagem pra ela perguntado se estava tudo bem “Ele me mandou mensagem perguntando como eu estava e se mostrou preocupado.” Na sequência ele teria dito que gostaria de vê-la, momento em que ela mandou a localização para o estudante que foi até o local. “. Disse que queria me ver, nisso mandei a localização e ele foi até mim. Ele chegou eu estava chorando muito, estava nervosa e entrei dentro do carro dele”.
Na publicação seguinte, a garrota narra que o estudante teria lhe dado um comprimido que supostamente seria para acalma-la, ela narra que teria dito que tomaria o remédio assim que chegasse na casa da amiga, mas que ele insistiu que ela tomasse, pois segundo ele o efeito demorava para ocorrer.
“Eu tomei o remédio e fiquei meio grogue. Depois, tentei conversar e ele começou a passar minha mão no pénis. Estava dirigindo já e eu percebi que mudou a rota e no final me levou pra um motel. Meu celular já tinha descarregado, porque eu tinha carregado pouco. Pedi para usar meu Instagram no celular dele, loguei para falar com minhas amigas e ele mandou foto do pênis dele pra algumas meninas, depois começou a falar como se fosse eu”, continua a vítima em seu depoimento na rede social.
Nas palavras finais ela revela que quando foi tomar banho, já no outro dia, ela teria encontrado dentro de sua vagina, uma camisinha e uma porção de maconha e finaliza dizendo que houveram outros detalhes, nos quais ela prefere não revelar.
O estudante em questão trata-se de um jovem identificado como Lucas Fraga, 23 anos, após o relato da jovem, vários internautas se solidarizaram com a vítima e passaram a deixar mensagens de apoio em suas redes sociais, porém, várias pessoas também passaram a atacar o jovem em sua rede social, fato que o fez desativar todas suas contas. Até o momento, o estudante acusado de estupro não se manifestou sobre o caso.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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