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Politec entregou mais de 60 mil laudos periciais em 2019

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Da Redação

De janeiro a dezembro de 2019 a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) emitiu 61.088 laudos periciais de Criminalística, Laboratório Forense e Medicina Legal na capital e do interior do Estado. São laudos de diferentes naturezas que compõem as provas materiais de inquéritos policiais, denúncias e decisões judiciais, e contribuem para a resolução de crimes.

A Medicina Legal em todo Estado – que abrange a diretoria metropolitana e as gerências regionais do interior, concluiu 30.351 laudos de necropsia, lesão corporal, constatação de violência sexual, odontologia legal, de psiquiatria forense, dentre outros.

No âmbito da Diretoria Metropolitana de Criminalística foram concluídos 6.599 laudos de local de morte violenta, crimes de patrimônio, de trânsito, meio ambiente e engenharia legal, de computação forense, áudio e vídeo, balística, documentoscopia, vestígios de impressão de pele e contabilidade forense.

As coordenadorias regionais da Politec de Cáceres, Barra do Garças, Tangará da Serra, Rondonópolis e Sinop entregaram 13.304 laudos de criminalística no mesmo período.

Nas coordenadorias de perícias em biologia molecular, química forense, toxicologia forense, e do laboratório de materiais, vinculadas à Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, foram concluídos 10.834 laudos periciais.

Para o Diretor Geral da Politec, Rubens Sadao Okada, os dados de produtividade demonstram a importância da instituição no âmbito criminal, subsidiando desde o início do fato criminal, no local de crime, e identificação de criminosos até a fase de conclusão do processo judicial.

Ainda conforme o diretor, as estatísticas são instrumentos para o monitoramento do alcance de metas e objetivos da gestão.

“Através do monitoramento das estatísticas de produtividade a gestão consegue alocar melhor os seus recursos disponíveis, sejam eles recursos humanos, financeiros ou de infraestrutura necessária para o atendimento as demandas da sociedade’’, citou.

Foto: Christiano Antonucci

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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