Mato Grosso
PSDB escolherá entre Taques e Leitão para concorrer ao Senado
Mato Grosso
Da Redação
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), é outro partido que deverá ter candidato próprio para o Senado Federal, de acordo com o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), o partido irá escolher entre o ex-deputado federal Nilson Leitão e o ex-governador Pedro Taques para concorrer a vaga.
Nilson Leitão, nome ligado ao agronegócio, já manifestou publicamente o interesse na disputa, porém, segundo Wilson Santos, o nome de Pedro Taques também está sendo cogitado.
Pedro Taques se elegeu para o cargo de governador em 2014 e em 2018 tentou a reeleição, mas ficou apenas com a terceira colocação, com dezenove por cento dos votos válidos.
Ao ser questionado sobre um possível desgaste causado após seu mandato e o fracasso nas urnas, Wilson Santos, afirmou que caso o nome de Taques seja escolhido, os eleitores irão fazer tal ‘juízo de valor’. “Quem vai fazer este juízo de valor será o eleitor, mas o PSDB deverá sim apresentar um nome nas próximas semanas, ou Nilson Leitão, ou Pedro Taques”. Disse o deputado.
Além disso, Wilson Santos afirmou que por se tratar de eleições ‘a queima roupa’ não há nenhum outro nome dentro do partido, disposto a concorrer a vaga deixada por Selma Arruda (Podemos). “Fora destes dois nomes, eu não vejo mais ninguém que tenha interesse na disputa. É uma eleição a queima roupa, está tudo em cima, então são os dois nomes que o partido deve optar”. Finalizou.
Nilson Leitão foi candidato ao Senado nas eleições de 2018, porém ficou apenas com a quinta colocação, e obteve doze por cento dos votos válidos, além disso, o partido estava em uma coligação que também apresentava Selma Arruda como candidata.
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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