Mato Grosso

Fazendeiro é encontrado morto em carro abandonado por criminosos em rodovia

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Mato Grosso

Da Redação

Durante a noite desta terça-feira (28), um fazendeiro identificado como Inácio Eurico Vogt, morador da cidade de Sapezal (530 km de Cuiabá), foi encontrado morto com as mãos amarradas dentro de um carro, na rodovia MT-364, entre as cidades de Comodoro e Campos de Júlio.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) recebeu uma denúncia informando que dois homens suspeitos estavam em um posto, durante a noite. Os mesmos haviam pedido para um funcionário do posto, encher um galão de 20 litros, alegando que iriam abastecer um outro veículo.

Diante disso, os policiais foram até o local e deram sinal de parada para a dupla. No entanto, os criminosos fugiram em alta velocidade, dando início à perseguição.

Através de reforços, a PM conseguiu bloquear a pista, momento em que o suspeito jogou o carro pra fora da pista e fugiu a pé pelo matagal.

No veículo, os PMs encontraram o corpo de Inácio deitado no banco de trás, com os braços amarrados e muito sangue. Uma ambulância foi acionada e constatou a morte da vítima.

 A esposa do fazendeiro informou aos policiais que o marido saiu de casa por volta das 18h e não teve mais nenhum contato com a família.

 Os agentes seguem em buscas pelos suspeitos na mata continuam.

 

 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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