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Emanuel Pinheiro condiciona contratação de empresa a revisão da tabela salarial das CADs

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Da Redação

O prefeito Emanuel Pinheiro determinou que a Secretaria de Educação mediasse junto à empresa responsável pelo recrutamento, seleção, capacitação e contratação de aproximadamente 200 Cuidadores de Alunos com Deficiência a revisão no valor do salário e benefícios que serão pagos a esses profissionais. A medida tem o apoio do Sintep – Sindicato dos Profissionais da Educação e de instituições como a Associação Amigos do Autista de Mato Grosso (AMA).

De acordo com o secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos, após a determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, reuniu-se com a empresa que apresentou uma nova proposta readequando os valores aos salários praticados na rede pública municipal de Educação.

“Esses profissionais irão atuar nas escolas de Educação Básicas urbanas e do campo enquanto os convocados pelo processo seletivo atuarão nas unidades de creche e Centros Municipais de Educação Infantil. Salários, benefícios e demais verbas estão definidos de forma compatível com a carga horária. A ideia é de que possamos oferecer aos alunos que necessitam desse acompanhamento, um profissional qualificado”, salientou o secretário de Educação, Alex Vieira Passos.

A remuneração mensal, por 40 horas semanais, dos CADs que serão contratos via empresa poderá chegar a até R$ 1.524,05, com benefícios e outras vantagens. O salário líquido é de R$ 1.195,65.

O Cuidador terá gratificação (R$ 148), vale transporte (optante), salário família (R$ 48,62 por dependente), registro em Carteira Profissional, FGTS, INSS, 13º Salário, férias mais 1/3 sobre as férias, além de recesso remunerado, convênios odontológico e de farmácia, seguro de vida, uniforme e crachá de identificação.

Para exercer a função de CAD, o candidato selecionado passará por cursos de treinamento e capacitação na área com material didático e certificado. Os selecionados terão ainda um convênio educacional (bolsa de estudos com 50% de desconto, para que possa investir no seu aprimoramento), além da supervisão de uma equipe de apoio e suporte técnico.

Foto: Luiz Alves

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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