Policia
Réu é condenado a 41 anos de prisão por matar a sua namorada gravida de 4 meses
Polícia
Na última quarta-feira (10), o médico Fernando Verissimo de Carvalho de 30 anos, foi julgado por mais de 10 horas em júri popular, em Rondonópolis, a 215 Km de Cuiabá, o réu foi condenado a 41 anos de prisão, por matar a sua namorada gravida de 4 meses.
O magistrado Wagner Plaza Machado Junior, presidente do Tribunal do Júri, que presidiu a sessão na qual o Conselho de Sentença reconheceu o réu culpado. A vítima Beatriz Nuala Soares Milano, foi assassinada no dia 23 de novembro de 2017, na casa do casal do bairro Vila Aurora, na mesma cidade. A jovem sofreu diversos traumatismos na cabeça e veio a falecer.
De acordo com informações da sentença, eles se conheceram em São Paulo, estado que iniciaram o namoro no ano de 2017. Beatriz foi promovida no trabalho e veio morar em Mato Grosso, no município de Rondonópolis. No meses de setembro do mesmo ano, ela descobriu que estava gravida, essa descoberta piorou a relação que já não estava boa.
Fernando não gostou da notícia da gravidez e interrogou a companheira sobre a paternidade. O documento conta, que o médico mostrava ser uma pessoa ciumenta, irritadíssima, de temperamento explosivo e imprevisível.
Na noite do crime, o casal comemorava 10 meses de namoro e foram jantar em restaurante. Durante o encontro ele pediu a mão dela em casamento. Ao retornar pra casa o réu matou a namorada e colocou ela na cama. Encerrou a noite bebendo enquanto via TV. Na sequência acionou o atendimento médico e a família da moça. A intenção dele era fazer a família e autoridades, que ela havia falecido de morte natural. Segundo informações a briga iniciou por causa de carrinho de bebe e por desorganização financeiras.
O médico entende de anatomia, é alto e pesa com mais de 100 kg ele atacou a namorada em pontos certeiros, que a fez perder a consciência. A vítima tinha conhecimento de técnicas de luta, mas não teve chance de defesa e veio a falecer com o bebê. O homem foi preso em Ribeirão Preto (SP) para onde fugiu, e segue preso na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, conhecido como Presidio da Mata Grande, desde 2018.
Exposto e votação do júri, Fernando foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado, por motivo fútil e torpe, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em decorrência de violência de gênero, baseado em violência doméstica ou familiar, pela vítima estar grávida, bem como pelo crime de aborto sem o consentimento da gestante.
No julgamento o réu disse, que tem nojo das atitudes machistas e que luta contra isso. Sendo favorável ao empoderamento das mulheres e contrário ao feminicídio, e ainda assim matou a mulher gravida. Beatriz estava com a medo do companheiro e pediu pra seus pais virem passar um tempo com ela.
Com tudo, o homem foi condenado a 34 anos e 8 meses pelo homicídio qualificado e mais 7 anos pela morte da bebê, que se chamaria Helena. A pena passa a ser cumprida imediatamente e ele não tem direito de recorrer em liberdade.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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