Mato Grosso
Secretário assina contrato para reforma do Hospital Regional de Sorriso
Mato Grosso
Da Redação
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, anunciou em entrevista exclusiva para o site O Mato Grosso, que o contrato que prevê a reforma completa do Hospital Regional de Sorriso foi assinado na manhã desta terça-feira (28), de acordo com o secretário serão R$ 9 milhões investidos na unidade. ”Assinei hoje o contrato de reforma completa e ampliação do Hospital de Sorriso, serão R$ 9 milhões de investimento”, disse Figueiredo.
O secretário lembrou ainda que o Governo do Estado anunciou o lançamento do edital para a construção do Hospital Central seria realizado ainda no final de janeiro “Nós anunciamos que lançaríamos até final de janeiro o edital de licitação do mais moderno hospital em Cuiabá, que é o Hospital Central, que se iniciou a 34 anos atrás e não saiu até hoje”, afirmou.
Ainda de acordo com Gilberto Figueiredo, o corpo técnico está tratando dos últimos detalhes do edital, e provavelmente o edital será lançada já nas primeiras semanas de fevereiro. “Nós estamos na fase final de correção de alguns detalhes, então muito provavelmente se não na primeira semana de fevereiro, na segunda, nós iremos lançar o edital deste hospital”, disse.
Outras obras também estão em andamento, como por exemplo as obras de ampliação de hospitais em Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta. Ainda de acordo com o secretário, as obras do Hospital Adalto Botelho serão novamente licitadas e reafirmou que todas as unidades do Estado irão passar por reformas durante a gestão do governador Mauro Mendes (DEM), fato que fará a saúde pública de Mato Grosso passar por uma ampla modernização.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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