Programa Melhor em Casa
Profissionais do programa Melhor em Casa fazem curso de atualização no cuidado com feridas
O serviço conta com seis equipes compostas por técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, motoristas, assistente social, psicóloga e farmacêutico.
Saúde
Enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e fisioterapeutas do programa Melhor em Casa realizaram no um curso de atualização no cuidado com feridas para aperfeiçoar técnicas para tratamento, uma vez que 95% dos 98 pacientes atendidos atualmente têm algum tipo de ferimento que demanda curativos por parte dos profissionais, principalmente lesões por pressão, popularmente chamadas de escaras.
O primeiro dia de curso foi teórico. Já os demais foram de avaliação in loco, nos quais as enfermeiras dermatológicas Thaís Brito Anastácia e Stella Borges, orientadoras do curso, acompanham as equipes nos atendimentos domiciliares e revisam na prática as técnicas ensinadas.
“Nessas avaliações in loco, a gente vê qual o tipo de lesão, qual a melhor cobertura para tratamento para estar otimizando o tempo de cicatrização, avalia o prontuário para entender se o paciente tem diabetes, pressão alta, se ele faz uso de alguma medicação que porventura possa estar interferindo na cicatrização. É importante avaliar de uma forma geral, alimentação, doenças que ele tem porque tudo isso interfere, explica Thaís Brito Anastácia.
Segundo ela, os cuidadores dos pacientes, ou seja, o familiar ou pessoa paga para cuidar dele no dia-a-dia, também recebem as orientações básicas para dar seguimento ao tratamento. “A gente está capacitando a equipe, mas a gente sempre chama o cuidador porque ele que vai ficar ali todos os dias olhando para ver se está evoluindo. Então a gente orienta na questão da troca, da limpeza. A gente ensina o básico para eles”.
A dona de casa Cleusa de Jesus Figueiredo de Souza, que cuida do irmão Paulo Reginaldo Figueiredo, 50, que ficou paraplégico após ser vítima de um assalto no qual levou um tiro, há 14 anos, conta que apesar de ajudar o irmão, a presença dos profissionais do programa Melhor em Casa é primordial. “Às vezes eu faço o curativo, dou a medicação. O cuidado da equipe é importante porque eles vêm ver como está três a quatro vezes na semana, trocam a sonda quando precisa. É bom eles avaliarem porque têm mais experiência do que a gente que não estudou enfermagem”, diz.
Conforme a coordenadora do Melhor em Casa, Joelma Toledo, os mais de 30 profissionais que compõem o programa estão constantemente passando por capacitações para oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes. “A gente sempre busca estar atualizados na execução porque às vezes sai uma nova técnica, uma nova cobertura e a gente vai aprendendo a como melhorar as técnicas desenvolvidas. Avaliamos tamanho, profundidade da ferida, se está apresentando ou não melhora”, conta.
Programa Melhor em Casa
O programa oferece atendimento em saúde domiciliar a pacientes acamados, seja por alguma deficiência física ou doença, e também pacientes oncológicos ou que necessitam de cuidados paliativos e que atendam aos critérios de elegibilidade. O serviço conta com seis equipes compostas por técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, motoristas, assistente social, psicóloga e farmacêutico, que atendem as quatro regiões da zona urbana de Cuiabá.
Para ter acesso ao programa, o cuidador deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima da residência do paciente acamado para preencher o formulário de solicitação de atendimento. Em seguida, é feita uma visita de avaliação pela equipe do programa, ocasião em que é verificado se o paciente é elegível ou não para ser atendido no programa, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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