Mato Grosso
Nova proposta de combustível é apresentada em Mato Grosso
Mato Grosso
Da Redação
Tendência mundial já adotada em países como Estados Unidos, China, Rússia, Índia, Espanha, Argentina, Colômbia e Peru, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) como combustível em breve será uma realidade em Mato Grosso, especialmente para atender o corredor Rondonópolis (MT) – Miritituba (PA). Mensalmente circulam cerca de 53 mil caminhões de 1.681 km pelo corredor.
A informação é do diretor-presidente da MT Gás, Rafael Reis, que na tarde da quinta-feira (23.01), apresentou a proposta para representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Mato Grosso (Sindmat). Segundo ele, esta nova opção de combustível gera uma estimativa de economia entre 30% e 38% em relação ao diesel.
“É uma redução muito grande no custo do combustível para as transportadoras. Consequentemente, reduzirá o valor do frete e dos produtos transportados, atendendo à orientação do governador Mauro Mendes de baixar os preços para o consumidor final e aumentar o consumo estadual”, diz.
Rafael Reis explica que a MT Gás elaborou um plano estratégico para concretização da proposta de uso desta opção de combustível no Estado, com a previsão de lançamento durante a 1ª Expo Transporte, a ser realizada em setembro deste ano.
“O mês de janeiro foi dedicado ao planejamento das ações, enquanto em fevereiro a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Senai farão o estudo de viabilidade e logística para a implantação do projeto. Em junho, a MT Gás, cuja responsabilidade é a gestão do projeto, lança o edital de chamamento público (licitação) para escolher a empresa que fará a liquefação do gás natural para colocá-lo no mercado”, explica Rafael Reis.
Para o presidente do Sindmat, Eleus Vieira de Amorim, a proposta da MT Gás embute duas questões positivas para o segmento do transporte rodoviário de cargas. “Primeiro, a questão do meio ambiente, por ser um combustível limpo, que não polui. E, depois, pela estimativa de redução do custo. Quem não quer pagar menos? Quando se tem o consumo de combustível com preço reduzido, com certeza o frete também será reduzido e quem ganha é toda a sociedade”, afirma.
Segundo o secretário adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, que representou o secretário de Desenvolvimento Econômico Cesar Miranda na reunião, com a determinação do governador Mauro Mendes de estabelecer um contrato de fornecimento de gás, contínuo, sem interrupções, já começaram a surgir novas demandas e oportunidades de negócios, como o GNL, que pode trazer uma economia de até 38% em relação ao diesel.
“Portanto, vemos, com bons olhos, esta grande parceria entre UFMT, Senai, transportadores, indústrias e montadoras, MT Gás e Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico”.
Expo Transporte
Nos moldes da Fenatran (Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas), uma feira que ocorre em anos ímpares, Mato Grosso terá sua Expo Transporte.
Segundo o presidente de Sindmat, será realizada em setembro (possivelmente entre os dias 23 e 25), no Centro de Eventos do Pantanal. A proposta é apresentar as novidades do setor.
“Será a primeira deste nível no Centro-Oeste, com mais de 30 expositores, além de grandes palestrantes. Já confirmamos a presença de cinco montadoras de caminhões e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas”.
Estiveram presentes à reunião representantes de concessionárias e montadoras (Iveco, Volvo, Scania e Mercedez Bens), da UFMT, Senai e Ager/MT (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso), além do diretor administrativo e financeiro da MT Gás, Toco Palma.
Foto: Marcos Vergueiro
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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