Voltou atrás

Dia das crianças: Valcir Casagrande dificulta a busca de conhecimento de alunos da Zona Rural

Uma parcela significativa de alunos precisam acordar cedo para irem até a escola, algumas fazendas estão a mais de 50km da cidade. 

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Foto: Gazetamt

Poucas horas após um comunicado informando que a partir do dia 18 de outubro os veículos que realizam o transporte de alunos na região rural de Sapezal (530 km de Cuiabá) iriam passar apenas pelas estradas principais, a Prefeitura Municipal voltou atrás depois da repercussão negativa.

O comunicado assinado pela secretária municipal de Educação, Cultura e Esporte, Nelci Rauber Ansolin citou inicialmente a necessidade da diminuição do tempo de permanência dos alunos no interior de veículos escolares.

O comunicado dizia ainda que a medida considerava a Instrução Normativa 012/2017/GS/SEDUC/MT. “Comunicamos que a partir do dia 18/10/2021, os veículos que realizam o transporte de estudantes na zona rural, passarão a percorrer somente nas linhas mestras (vias municipais), não entrando mais nas fazendas.” Diz trecho do comunicado.

A decisão repercutiu mal entre os familiares de estudantes e poucas horas depois um novo comunicado foi lançado voltando atrás da media. 

“Após recebermos diversas manifestações de pais de alunos, os quais alegaram as dificuldades encontradas para levarem seus filhos até a linha mestra, a gestão municipal reuniu-se para reavaliar a ação”

Acontece que grande parte das fazendas ficam em uma distância relativamente grande das vias mestras, o que dificultaria e elevaria o tempo para que as crianças pudessem ir para a escola, sem contar ainda os riscos.

Uma parcela significativa de alunos precisam acordar cedo para irem até a escola, algumas fazendas estão a mais de 50km da cidade. 

O que chama a atenção, é que a medida veio 4 dias antes do dia das crianças, este foi o presente que o prefeito Valcir Casagrande deu para os alunos da zona rural do município.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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