ALMT
Audiência debate cuidados e prevenção às drogas em Mato Grosso
Convocada por deputado Gilberto Cattani, audiência ouviu autoridades, ex-usuários e representantes de comunidades terapêuticas
Política
Convocada pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PSL), a Assembleia Legislativa debateu nesta quinta-feira (23), com diversas autoridades, representantes de poderes e de entidades, a conscientização, enfrentamento, cuidados e prevenção às drogas, problema que assola diversas famílias do Brasil e de Mato Grosso.
Coordenador da Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção às Drogas de Mato Grosso, criada na Assembleia Legislativa em julho deste ano, Cattani solicitou a audiência para ouvir coordenadores de comunidades terapêuticas, ex-usuários de drogas, familiares de pessoas que sofreram com o problema, além de policiais, membros do governo federal, Ministério Público e do Poder Judiciário.
“O objetivo da audiência pública é justamente ouvir todos os lados. Não adianta nada fazermos uma audiência e não ter resultado. Este resultado só acontece quando todo mundo fala. Se as pessoas envolvidas neste mundo não falarem o que pensam não iremos chegar a lugar nenhum. Se existe um problema, nós vamos trabalhar para solucioná-lo”, afirmou o parlamentar.
O secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro elogiou a iniciativa do deputado e garantiu que a Assembleia Legislativa terá ajuda do governo federal no combate e na prevenção às drogas.
“Gostaria de parabenizar o deputado Cattani por esta importante iniciativa. Nosso governo está realizando uma repressão mais dura contra o narcotráfico, estamos criando uma rede assistencial na área de tratamento, assim como na área de prevenção estamos fazendo ações mais abrangentes. Reitero meu contentamento de estar trabalhando junto com esta Assembleia Legislativa nesta empreitada”, disse.
O presidente da Comunidade Terapêutica Resgate e Liberdade, de Tangará da Serra, José Luiz Pizatto, revelou um pouco de como as instituições funcionam e pediu por ajuda para conseguir mais recursos para que o trabalho de cuidados em relação às drogas continue sendo feito.
“Nós atendemos Tangará da Serra com 39 vagas e isso é somente tampar o sol com a peneira. Temos lá atendimento de psicólogos, médicos, terapeutas, monitores e o valor que recebemos mensal, não dá para pagar parte deste pessoal. Vamos precisar desta força e peço que o deputado Gilberto Cattani leve adiante nossa mensagem porque precisamos de recursos”, explicou.
Para o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, o problema das drogas precisa passar pela conscientização, com um amplo apoio da saúde pública. Ele também defendeu que as casas terapêuticas sejam regulamentadas para que atendam melhor a população.
“Os programas preventivos que vão até as escolas são importantíssimos e são os melhores modelos que deveriam ser multiplicados no nosso estado e no Brasil. A conscientização é importante, mas não podemos esquecer da área da saúde. Nós temos um problema sério na nossa rede de saúde, onde falta psiquiatras e profissionais adequados. A maioria das casas é excelente, mas eu, como promotor da infância que fui por mais de 20 anos, cheguei fechar algumas casas que eram um modo de ganhar dinheiro das famílias, algemar as pessoas e ficar o dia inteiro lendo a bíblia. Então creio que essas casas terapêuticas tenham que ter uma regulamentação, uma transparência para aquelas que funcionam ter uma tecnologia social”, disse.
Também participaram da audiência o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Francisco Élcio Lima Lucena, o desembargador Mário Roberto Kono, a delegada da Polícia Civil, Juliana Chiquito Palhares, a advogada Mirtes Gisela Biacchill, da Comissão Estadual de Políticas sobre Drogas, da OAB-MT, a secretária-adjunta de Justiça, Lenice Silva Dos Santos, o presidente da Federação das Comunidades Terapêuticas de Mato Grosso, Alonso Alcantra, o tenente-coronel da Polícia Militar, Darwin Salgado e o vice-presidente da Associação e Comunidade Terapêutica Tenda de Abraão, Raimundo Egídio.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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