INTEGRIDADE TOTAL

Programa Nacional de Prevenção à Corrupção tem 100% de adesão dos órgãos estaduais

Adesão demonstra comprometimento da alta gestão de aprimorar os mecanismos de integridade das organizações

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Política

Foto: Marcos Vergueiro

Todos os 32 órgãos e entidades do Governo de Mato Grosso aderiram ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC), da Rede de Controle da Gestão Pública. Significa que 100% das organizações da administração pública direta e indireta do Poder Executivo Estadual demonstraram disposição em aprimorar seus mecanismos de controle e integridade para que os gestores tenham mais segurança em suas decisões.

“Isso evidencia que a alta gestão estadual está comprometida com a cultura da integridade, voltada à conduta ética e correta tanto de servidores quanto de fornecedores e de toda a sociedade”, destaca o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

Para a chefe da Unidade de Integridade e Governança da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), Cristiane Laura de Souza, a adesão das organizações ao PNPC vai acelerar a implantação de programas de integridade, não apenas para prevenir corrupção, fraudes e irregularidades, mas também para fomentar a governança, a entrega de resultados de forma íntegra e eficiente.

“A partir de agora vamos avançar nesses aspectos, fortalecendo os pilares de integridade e aperfeiçoando os órgãos e entidades para que cada vez mais entreguemos serviços de forma íntegra e eficaz à população”, ressalta.

Com a adesão, todos os órgãos e entidades estaduais estão aptos a utilizar a marca de participante do PNPC, como forma de mostrar à sociedade o engajamento de colocar em prática ações preventivas a fraudes e corrupção. 

O PNPC possibilita às organizações públicas diagnóstico de suscetibilidade à corrupção por meio do preenchimento voluntário de autoavaliação via plataforma online e-Prevenção.

O gestor máximo de cada organização recebeu e-mail com uma senha de acesso ao sistema para o preenchimento de questionário, composto por perguntas relativas aos mecanismos de prevenção, detecção, investigação, correção, monitoramento, transparência e investigação de ilícitos. Para cada questão respondida foi anexada a correspondente evidência (link, texto e/ou arquivo).

O diagnóstico de cada organização resultará na emissão de plano de ação com sugestões adequadas às necessidades da instituição para a melhoria contínua na prevenção à corrupção. Também oferecerá, por meio do sistema e-Prevenção, orientações e modelos para a implantação de controles adequados para cada realidade, dentro do que há de mais moderno em integridade pública. 

A plataforma e-Prevenção ficará permanentemente à disposição do gestor para que possa auxiliá-lo no acompanhamento do progresso de sua organização. Contudo, nesta primeira rodada, o questionário ficou disponível para preenchimento até esta segunda-feira (20/09).

Além de prestar auxílio aos órgãos e às entidades do Governo de Mato Grosso na adesão ao PNPC, a CGE-MT foi uma das primeiras instituições públicas do Estado a ingressar no programa, como forma de incentivar as demais na melhoria dos controles e da integridade em suas rotinas.

O PNPC é uma iniciativa inédita da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), com coordenação e execução pela Rede de Controle da Gestão Pública, por meio do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU).

Mudança de cultura

No Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, o processo de elaboração e implementação da governança e dos planos de integridade está sob a coordenação da CGE-MT, mas sua efetividade depende do envolvimento de todos os participantes do negócio de cada órgão e entidade estadual (servidores, terceirizados, estagiários, fornecedores, prestadores de serviços etc).

Desde 2018, já há a previsão legal (Lei Estadual nº 10.691/2018) de implementação de programas de integridade pelos órgãos e entidades do Governo de Mato Grosso, visando ao aperfeiçoamento da prevenção, detecção e combate à ocorrência de atos lesivos previstos na Lei Anticorrupção. 

Para auxiliar as secretarias na elaboração dos planos de integridade, a CGE criou um setor específico em sua estrutura organizacional. A unidade também a acompanha junto a empresas que celebram acordo de leniência com o Poder Executivo Estado a implementação de programas de integridade como instrumento de prevenção à corrupção.

 

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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