Mato Grosso

Cuiabá pode ganhar duas novas unidades de CAPS em março

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Em combate ao suicídio e prezando pela saúde mental, Cuiabá pode ganhar dois Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS) com atendimento 24h, todos os dias, até o final de março de 2020. Atualmente, a cidade conta com três unidades municipais, com atendimento assíduo para mais de 250 pessoas. No município de Várzea Grande, há três unidades. Todos os CAPS funcionam de segunda-feira a sexta-feira, entre às 7h e 17h.

As novas unidades CAPS em Cuiabá estão em processo de implantação e podem estar abertas ao público em março, mas ainda não há uma data concreta. Uma das unidades, CAPS Transtornos, deve ser instalada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Verdão, enquanto a outra, CAPS Álcool e Drogas, será na região do Porto.

A Coordenadora de Saúde Mental de Cuiabá, Roseli Batista explica que o CAPS atende casos graves e severos, mas também atende toda a população e não é necessário ter sido encaminhado por terceiros. Caso for necessário, o CAPS irá orientar o indivíduo para o órgão mais adequado, com Ambulatório ou Posto de Saúde Municipal. “O CAPS é porta aberta. Não precisa de encaminhamento para chegar e ser acolhido. Você pode chegar lá no horário das 7h às 17h e será acolhido de segunda a sexta”, explica.

“É uma equipe multiprofissional. Temos psiquiatra, clínico em psiquiatria, psicólogo, assistente social, enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais, oficineiros. Lá no CAPS, é todo esse tratamento contínuo para aquela pessoa que já foi diagnosticada com algum problema grave ou severo”.

Sobre o CVV

 O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os cerca de 3 milhões de atendimentos anuais são realizados por 3.000 voluntários em 104 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo site via chat ou e-mail. A entidade realiza também ações presenciais, como palestras, cursos e grupos de apoio a sobreviventes do suicídio – GASS (https://www.cvv.org.br/cvv-comunidade/).

 Sobre o suicídio

 O suicídio é um problema de saúde pública que mata pelo menos um brasileiro a cada 45 minutos, mais do que a Aids e muitos tipos de câncer, porém pode ser prevenido em 9 de cada 10 casos. O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão.

Foto: Reprodução

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA