Mato Grosso
PSB define nos próximos dias se lança candidatura própria ou se apoia um candidato de outra sigla
Mato Grosso
Da Redação
A corrida para a escolha de candidatos para a eleição suplementar do senado que deverá acontecer no primeiro semestre de 2020 está movimentando os partidos políticos.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) irá definir já nos próximos dias se lança candidatura própria ou se apoia algum nome de outro partido para as eleições, se depender da direção nacional, a sigla terá candidato e tem como principal nome o deputado estadual Max Russi.
Em entrevista para a Rádio Capital, Russi afirmou que a grande maioria dos partidos deverão ter candidatos próprios para a disputa e que o PSB não será diferente.
“Tão logo aconteceu esse processo judicial com a senadora, mais de 15 candidatos colocaram o nome. Partidos colocaram nomes, estão analisando essa postulação e sem sombra de dúvida a grande maioria dos partidos deverá lançar nomes e o PSB não deverá ser diferente”, afirmou Russi.
O deputado acrescentou ainda, que lideranças da sigla em Mato Grosso estão participando de reuniões com possíveis aliados, uma destas reuniões, aconteceu na manhã da última quinta-feira (09) na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na ocasião estiveram presentes os democratas Jayme Campos e Júlio Campos, assim como, o filho do prefeito da capital e deputado federal Emanuelzinho (PTB) e o deputado federal Neri Geller (PP).
Russi afirmou ainda que a sigla vem conversando com o Partido Verde (PV) e também com o ex-deputado federal, Nilson Leitão (PSDB) que busca apoio para emplacar um nome ligado ao agronegócio.
“Aqui em Mato Grosso a gente tem feito uma conversa com o PV, participamos também de uma reunião com o prefeito Emanuel Pinheiro, com outro grupo que estão desenhando. O prefeito da Capital e o senador Jayme Campos estão liderando esse projeto […] Tive conversando também com o Nilson [Leitão], que está viajando, enfim, tenho conversado com vários políticos que têm o interesse de colocar o nome, que têm interesse de disputar essa eleição”, disse.
O PSB Nacional, discute uma possível aliança com o PV, Rede e PDT, o que justificaria as conversas com o PV em Mato Grosso, segundo a direção nacional, a sigla busca uma aliança que discuta um projeto para o país e estes partidos buscam trilhar novos caminhos.
“Existe essa conversa nacional dos partidos, porque a gente quer e sair um pouquinho deste `nós e eles´, nem tanto a esquerda radical, nem tanto a direita radical, mas sim construir um centro-esquerda, um projeto diferente para o País, essa orientação nacional, que a gente caminhe dessa forma nos estados”, afirmou.
Russi fez questão ainda de relembrar sua trajetória política e afirma que se caso for indicado para concorrer a vaga e se sagre vencedor, tem total condição para representar o Mato Grosso no Senado Federal. Max Russi já foi vereador, prefeito por duas vezes em Jaciara, foi chefe da Casa Civil e de Assistência Social no governo do ex-governador Pedro Taques (PSDB) e já está em seu segundo mandato como deputado estadual.
“Eu particularmente teria orgulho de ser senador pelo meu Estado, estar lá em Brasília defendendo os interesses do Estado no Senado Federal. Teoricamente eu tenho uma bagagem que me daria condições de ser um bom senador, e representar bem meu Estado e conhecendo Mato Grosso da forma que eu conheço. Logico que não é uma eleição fácil, você precisa, sim, ter apoio de um grupo político, existem várias ações acontecendo”, finalizou.
Foto: ALMT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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