Mato Grosso
“Acredito que a ALMT não vai criar uma classe de privilegiados” afirma Mendes sobre previdência
Mato Grosso
Da Redação
A parte da Reforma da Previdência Estadual que trata sobre o aumento da alíquota dos servidores do Estado de 11% para 14%, foi aprovada em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na última sexta-feira (20).
Após uma sessão cheia de vaias e protestos, o projeto foi aprovado com dezesseis votos favoráveis contra cinco contrários. Os deputados que votaram contra o projeto foram: Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Thiago Silva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), Dr. João (MDB) e Paulo Araújo (PP).
Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (13), durante a inauguração da Avenida Parque Barbado, em Cuiabá, o governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM), afirmou que a votação aconteceu com tranquilidade e o que foi feito pelo Governo do Estado não é diferente do que foi feito por outros Estados.
“A votação aconteceu com tranquilidade, vencemos na última votação com dezesseis votos, mas não tem mais substitutivo, a votação agora se encerrou, só tem agora a redação final que não muda absolutamente nada daquilo que já foi aprovado. Aquilo que nós fizemos em Mato Grosso não é diferente daquilo que está sendo feito em todo o Brasil que é uma obrigação do governo estadual fazer.” Disse Mendes.
Na sequência, o governador pontuou algumas medidas negativas que o Estado poderia sofrer caso não conseguisse aprovar a reforma, entre elas, a inadimplência perante a Previdência Federal que pode acarretar na suspensão de transferências voluntárias e a impossibilidade de conseguir financiamentos.
“Consta na constituição que todos os Estados terão que ter obrigatoriamente a alíquota de quatorze por cento, quem não o fizer, coloca o Estado inadimplente perante a Previdência Nacional. Estando inadimplente com a Previdência Nacional, você não recebe transferências voluntárias, não recebe o aval da união, não consegue novos financiamentos, então isso praticamente inviabilizaria o Estado de Mato Grosso.” Afirmou.
Mendes ainda ressaltou que a reforma foi dividida em partes, já que está foi uma estratégia adotada em Mato Grosso e em outros Estados e que agora, serão discutidas as regras gerais para a nova previdência e acredita que nos próximos sessenta dias os debates internos serão concluídos e assim serão encaminhadas para votação na ALMT.
“Nós dividimos em parte. Está estratégia foi adotada aqui em Mato Grosso e em outros Estados também, aprovamos a alíquota e agora vamos discutir as regras gerais, eu acredito que nos próximo sessenta dias nós deveremos concluir o debate interno, fechar estas regras e encaminhar a ALMT.” Explicou Mendes.
Mendes ressaltou ainda que noventa e cinco por cento da população mato-grossense já está sob as regras da nova previdência e que acredita que a ALMT não irá criar o que ele chamou de “classe de privilegiados” que se aposentam com quarenta e cinco anos de idade.
“Agora há de se dizer, que noventa e cinco por cento dos mato-grossenses já estão sob as regras nacionais, ou seja, o trabalhador da indústria, do comércio, o trabalhador do agronegócio, da imprensa, vai se aposentar com sessenta e cinco anos se for homem, e sessenta e dois se for mulher. Então eu acredito que a ALMT não vai criar aqui uma classe de privilegiados, permitindo que pessoas se aposentem com quarenta e cinco anos de idade, isso é uma grande injustiça com os outros noventa e cinco por cento da população de Mato Grosso que não tem esse privilegio estabelecido hoje em lei.” Disse.
Ao ser questionado se vetaria algumas das mudanças aprovadas pelos deputados estaduais, Mendes afirmou que todas as medidas foram debatidas e até o momento não a nada que possa ser vetado.
“Olha, pelo que eu vi, até agora não tem nada daquilo que não tenha sido dialogado com o Governo, e é natural que haja este diálogo com o Governo na tramitação de um projeto dentro da ALMT, é natural que haja o diálogo com a sociedade, com os setores impactados, este é o papel da ALMT, mas até agora, pelo meu conhecimento não tem nada que poderia nos levar a ter este tipo de pensamento.” Finalizou.
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Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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