Mato Grosso

SES capacitou 2.500 profissionais da Atenção Primária à Saúde e Ambulatorial Especializada

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Mato Grosso

Da Redação

O alinhamento do planejamento e da organização dos processos das equipes que trabalham na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) pautaram quatro encontros promovidos pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em 2019. Os workshops do PlanificaSUS, que ocorreram de agosto a dezembro, reuniram mais de 2.500 profissionais que atuam na saúde pública de 19 municípios de Mato Grosso. 

O secretário da SES, Gilberto Figueiredo, lembrou que, quando assumiu a gestão da Saúde Estadual, teve como missão a implementação do PlanificaSUS que, em sua avaliação, é um dos projetos mais robustos de Mato Grosso. A iniciativa conta com a consultoria de uma das melhores estruturas de saúde do país, que é o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

“O PlanificaSUS é um sonho de mais de uma década para a Saúde em Mato Grosso. Ficamos felizes de termos conseguido implementar, no entanto, é importante frisar que contaremos, sobretudo, com o empenho dos municípios e com a atuação de cada um dos servidores da Saúde, que são essenciais para transformar os ideais em realidade”, avaliou Figueiredo.

Os workshops

A coordenadora técnica do PlanificaSUS em Mato Grosso, Regina Paula Costa, explicou que, inicialmente, o projeto é implantado na região de saúde sul mato-grossense, tendo Rondonópolis como município sede para, a partir das experiências adquiridas nesse processo, expandir o trabalho às demais regiões de saúde do Estado.

Além de Rondonópolis, os cursos foram ministrados, simultaneamente, por facilitadores e tutores, em outros 18 municípios dessa região. Durante a última capacitação de 2019, realizada nos dias 16 e 17 de dezembro, o grupo de profissionais – que abrange médicos, enfermeiros, auxiliares administrativos e de serviços gerais – aprenderam sobre a Gestão do Cuidado. 

Já no primeiro encontro, ocorrido em agosto deste ano, os profissionais abordaram a Integração da Atenção Primária e da Atenção Especializada nas Redes de Atenção à Saúde; na segunda capacitação, o tema foi a Gestão com Base Populacional e Territorialização da Atenção Primária à Saúde e, no terceiro workshop, o Acesso da População aos Serviços de Saúde foi o assunto da discussão. 

Juntamente às capacitações, a SES realizou cinco oficinas tutoriais, em que os temas abordados nos workshops tiveram continuidade nas discussões entre os 27 tutores municipais, regionais e estaduais, que também são profissionais das unidades de saúde e/ou da SES. “O tutor tem o domínio do processo, interage com as pessoas que irão executá-lo no dia a dia, em uma situação educacional de aprender fazendo junto. O objetivo é o de fortalecer as competências de conhecimento, habilidade e atitude”, explica Guilherme Humberto da Costa, um dos tutores do projeto PlanificaSUS na AAE.

Ao lado dos tutores, o projeto conta ainda com 75 facilitadores que contribuem para o os resultados das aulas repercutirem em seus respectivos municípios. “Isso tem sido interessante porque tem oportunidade de incorporar a visão do agente comunitário, técnico de enfermagem, pessoas dos serviços gerais, assistente da saúde bucal, vigia, todos são atores importantes, eles estão ali para reconhecer os usuários [do SUS] e atendê-los com qualidade”, diz a Claudia Cristiane de Abreu, facilitadora do município de Dom Aquino. Os workshops e as oficinas tutoriais seguem até novembro de 2020.

Foto: Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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