Mato Grosso

Até 2023 Estado terá mais servidores aposentados do que ativos

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Em 2023 o Estado de Mato Grosso terá mais servidores inativos do que em plena atividade. É o que indica a estimativa do Mato Grosso Previdência (MT Prev), baseada no cálculo médio de concessões de aposentadorias considerando o período entre 2016 e 2023 e desconsiderando a reposição de ativos.

Atualmente a proporção de ativos é de 1,32 para cada inativo, mas daqui a quatro anos este número será de 0,99 ativos para cada 1 aposentado. O estudo mostra como esta proporção vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2016 existiam 1,44 ativos para cada inativo; em 2017, 1,33; ano passado este número chegou a 1,38.

Mato Grosso possui aproximadamente 28 mil servidores aposentados. Em média, 165 aposentadorias são concedidas mensalmente. Ainda segundo o levantamento do MT Prev, nos últimos quatro anos a idade média de concessão de aposentadoria foi de 56 anos.

Proposta pelo Executivo Estadual, a Reforma da Previdência encontra alternativas para este e outros problemas, como é o caso do déficit financeiro, que alcançou até o momento o valor de R$ 1,3 bilhão. Caso não seja aprovada, este déficit alcançará a marca de R$ 31 bilhões em dez anos.

“A Reforma da Previdência busca resolver problemas que o Brasil inteiro está enfrentando e em Mato Grosso não é diferente. Estamos muito próximos de ter mais servidores aposentados do que na ativa e precisamos achar mecanismos para solucionar o problema. A reforma estadual baseada na Emenda Constitucional 103 é importante para garantir as aposentadorias”, pontuou o presidente do MT Prev, Elliton Oliveira de Souza.

Tramitação em MT
Parte da reforma que trata da alteração da alíquota de contribuição do servidor estadual de 11% para 14%, já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em primeira votação na Assembleia Legislativa.

A urgência da aprovação desta medida em Mato Grosso se dá pelo crescente “rombo” na previdência. O valor equivale a cerca de quatro vezes o prêmio da Mega-Sena da Virada, montante que anualmente deixa de ser investido em políticas públicas para o cidadão.

Dezessete Estados já aprovaram a alteração na alíquota: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará, Paraná, Sergipe, Rio de Janeiro e Goiás.

Foto: Secom-MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA