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Juca do Guaraná Filho afirma que irá processar Abílio Brunini Júnior por danos morais

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Da Redação

O vereador de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (Avante) afirmou que irá entrar com uma ação por danos morais contra o vereador Abílio Brunini Júnior (PSC). De acordo com Juca, o motivo do processo seria o constrangimento que ele e sua família sofreram após as acusações da servidora do Hospital São Benedito, Elizabeth Maria de Almeida, na qual foi utilizada por Abílio para, segundo ele, denegrir sua imagem.

A servidora realizou uma denuncia em novembro de 2019 afirmando que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) estaria pagando vereadores em uma suposta festa realizada na casa do vereador Juca do Guaraná, para que os parlamentares votassem pela cassação do mandato de Abílio Júnior.

Segundo Juca do Guaraná, o lar é um lugar inviolável, e Abílio passou dos limites e constrangeu de forma pública ele e sua família embasado em um depoimento falso. “O lar é um lugar inviolável. Ele ultrapassou todos os limites e constrangeu de forma pública a mim e a minha família, se embasando em um depoimento falso e sem provas. Vou buscar a reparação na Justiça”, disse o vereador.

O vereador disse ainda que irá protocolar uma representação junto a Cãmara dos Vereadores de Cuiabá solicitando a cassação do mandato de Abílio, que já possui um processo de cassação em andamento na Comissão de Ética da casa no qual foi impetrado pelo suplente de vereador Oseas Machado (PSC).

Nesta semana, a servidora afirmou em depoimento a Delegacia de Combate a Corrupção (Deccor), que o vereador Abílio Júnior teria a induzido para prejudicar o prefeito da capital, fato que foi negado pelo vereador.

Em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais no final da manhã desta quinta-feira (09), Abílio afirmou que quem o procurou foi Elisabeth e que apenas se encontrou com a servidora após a oitiva que tratava de sua cassação. Além disso, ele colocou seu celular a disposição da Justiça para as investigações.

Foto: Assessoria

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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