Mato Grosso
Abílio nega que tenha induzido servidora a prejudicar prefeito
Mato Grosso
Da Redação
Após a informação de que a servidora do Hospital São Benedito, Elizabete Maria de Almeida, teria afirmado em seu depoimento na Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que foi induzida pelo vereador de Cuiabá Abílio Brunini Júnior (PSC) a prejudicar o prefeito da capital Emanuel Pinheiro (MDB), a assessoria de imprensa de Abílio Junior encaminhou uma nota á redação de O Mato Grosso dando sua versão de alguns pontos divulgados.
De acordo com a nota, Elizabete foi arrolada como testemunha de acusação, durante uma oitiva da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores, na qual apurava o pedido de cassação do vereador, segundo a nota foi a servidora que fez a denúncia sobre as supostas articulações de compra de votos por parte de Emanuel Pinheiro para a cassação do mandato de Abílio e que os fatos teriam acontecido na residência do vereador Juca do Guaraná Filho (Avante).
Esclareceu ainda, que as desculpas pedidas por Abílio Brunini na tribuna da Câmara de Vereadores durante sessão ordinária foram em relação a exposição da família do vereador Juca do Guaraná. Disse ainda que não conhecia a servidora envolvida no caso e que somente a conheceu após o depoimento da oitiva.
Segundo a nota, o contato que o vereador teve com Elizabete teria ocorrido após o depoimento, já que a servidora estaria temerosa por conta da gravidade da denúncia. “Diante do fato, ela quem pediu ajuda ao vereador quanto a própria segurança e de sua família. Situação que o vereador Abilio solicitou apoio da Polícia Militar para acompanhamento da depoente até um hotel, quando foi, no dia seguinte, até a Delegacia Fazendária, registar o boletim de ocorrência sobre a denúncia narrada na oitiva” diz trecho da nota.
Afirmou ainda estar surpreso quanto as novas declarações da servidora. “Pra mim é uma surpresa. Numa semana ela diz que estão armando contra mim, que estão até distribuindo dinheiro na casa do Juca com o Prefeito para cassar meu mandato. Na outra semana ela diz que tem provas. Na outra semana diz que está mal de saúde. E agora diz que eu estou armando”. Afirmou.
O vereador afirmou ainda que está à disposição da Justiça e que não tem absolutamente nada a ver com a situação e que não sabe os motivos que levaram Elizabete a mudar sua versão e que agora cabe a polícia e a servidora provar as declarações.
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:
Na matéria há alguns pontos divergentes da realidade dos fatos, bem como outros que não foram apurados com base nos fatos à época. Dessa forma, peço que seja veiculada a seguinte nota de esclarecimento:
1- a servidora citada na matéria foi arrolada como testemunha de acusação, durante a oitiva da Comissão de Ética da Câmara, que apurava o pedido de cassação contra o vereador Abilio;
2 – na ocasião, foi ela quem fez as denúncias sobre a articulação de compra e venda de votos entre prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e vereadores da base, para cassação do vereador Abilio. A movimentação, segundo a servidora, teria ocorrido na casa do vereador Juca do Guaraná;
3- as desculpas pedidas pelo vereador Abilio foram em relação à exposição da família do vereador Juca, ocasionada pela denúncia feita pela servidora;
4- o vereador Abilio não conhecia a servidora, até o momento do depoimento prestado na oitiva da Comissão de Ética;
5- o contato obtido entre o vereador Abilio e a servidora foi após o depoimento dado prestado na oitiva, em face do temor dela, por conta da gravidade da denúncia feita;
6- diante do fato, ela quem pediu ajuda ao vereador quanto a própria segurança e de sua família. Situação que o vereador Abilio solicitou apoio da Polícia Militar para acompanhamento da depoente até um hotel, quando foi, no dia seguinte, até a Delegacia Fazendária, registar o boletim de ocorrência sobre a denúncia narrada na oitiva;
6- que após um período de licença, a servidora muda o teor da denúncia, vai novamente à delegacia e narra outra versão do seu depoimento, assim como fez enquanto testemunha na oitiva da Comissão de Ética.“Pra mim é uma surpresa. Numa semana ela diz que estão armando contra mim, que estão até distribuindo dinheiro na casa do Juca com o Prefeito para cassar meu mandato. Na outra semana ela diz que tem provas. Na outra semana diz que está mal de saúde. E agora diz que eu estou armando. Até onde eu saiba a investigação está sob sigilo, não fui notificado de nada, ela que procurou a polícia. Eu já me disponibilizei à polícia, o prefeito foi no presidente da Assembléia Legislativa, maior rolo com delegados, EU NÃO TENHO NADA A VER COM ISSO, E NEM SEI PORQUE ELA MUDOU DE OPINIÃO, agora está com a polícia e com a mulher para provar tudo isso”, diz Abilio
Foto: Internet
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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