Mato Grosso

Mais de 40 mil doações voluntárias foram registradas pelo MT Hemocentro em 2019

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Da Redação

O MT Hemocentro encerrou o ano de 2019 com mais de 40 mil coletas de doações de sangue e mais de 12 mil tratamentos de pessoas portadoras de doenças do sangue em seu ambulatório. Além disso, o banco de sangue realizou cerca de 30 mil distribuições de hemocomponentes do sangue para as unidades públicas de transfusão – localizadas na baixada cuiabana – e para as 15 unidades de coleta e 29 agências transfusionais, que atendem a população de 94 municípios do interior do Estado. 

Toda essa estrutura funciona o ano todo e promove campanhas externas e internas para coletar doações que têm o objetivo de manter o estoque de bolsas de sangue e abastecer os hospitais e prontos-socorros públicos no Estado.

Em 2019, foram realizadas 46 campanhas externas, por meio da equipe que compõe o hemobus (ônibus de coleta externa); a unidade móvel percorreu 11 cidades, 13 órgãos públicos, 15 empresas particulares e atuou em três mutirões em bairros de Cuiabá e Várzea Grande, com o apoio da iniciativa privada.

No mesmo período, o MT Hemocentro realizou 37 campanhas internas em parceria com cinco órgãos públicos e com 28 empresas particulares.

De acordo com dados estatísticos da unidade especializada, pessoas do sexo masculino são os que mais fazem doações de sangue, com a participação de 22.981 doadores; já pessoas do sexo feminino registram 17.255 doações.

Em relação à faixa etária, o público que mais doa sangue tem idade acima de 29 anos, com um total de 25.688 doadores e, na faixa etária entre 18 a 29 anos, foram 14.521 doadores.

A diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, destaca a importância das parcerias com empresas, órgãos públicos e instituições religiosas e representativas de classes para a manutenção desse serviço fundamental para milhares de pessoas que dependem de transfusão de sangue para sobreviver. Ela ressalta ainda o esforço de toda a equipe técnica do MT Hemocentro, que dedica esforços para realizar um serviço eficiente e altamente seguro à população, via Sistema Único de Saúde (SUS). 

“O banco de sangue público estadual depende de todos, servidores e sociedade em geral, pois a doação tem de ser voluntária, sendo necessário manter o espírito de mobilização e de solidariedade todos os dias; essa é uma missão que temos de cumprir sempre”, declarou.

A unidade especializada tem em sua estrutura física e operacional os serviços de: hemorrede; a gerência de doação de sangue; cinco laboratórios; coleta de doação de sangue e de aférese; captação de doadores; triagem de doadores; cadastramento de doadores de sangue por aférese e de medula óssea (Redome); estoque de coletas; distribuição das coletas produzidas; resfriamento; armazenamento, ambulatório de transfusão para pacientes com doença de sangue; farmácia de alto custo para atender aos pacientes cadastrados e núcleo de educação continuada. 

Foto: Gcom-MT/Mayke Toscano

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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