Mato Grosso
Secretário de Saúde de Cuiabá afirma que indicativo de greve por parte de médicos é “totalmente política”
Mato Grosso
Da Redação
O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho, afirmou durante entrevista na manhã desta terça-feira (07), que não há motivos para que médicos da rede municipal entrem em greve. Carvalho afirmou ainda que se caso uma greve for deflagrada, serão tomadas medidas judiciais no mesmo dia.
“Minha especialidade é greve. Se quiserem, ótimo, estarão tocando na minha especialidade. Não tenha nem dúvida. Vamos judicializar no mesmo dia”, afirmou.
O líder da pasta, lembrou que quando era secretário de Justiça, houve uma greve no sistema penitenciário que durou apenas 48 horas e que sobre greve, ele entende.
“Quando fui secretário de Justiça, teve greve do sistema penitenciário e em 48 horas acabei com a paralisação. Esta é uma área que eu entendo”, disse.
O secretário afirmou ainda que todas as exigências da categoria foram acatadas, exceto o pagamento de insalubridade, que de acordo com Pôssas, o atraso ocorreu por conta de uma conferência que precisou ser refeita, já que a mesma havia apontado um acréscimo de R$ 1 milhão na folha salarial, porém garantiu que o valor deverá ser quitado já na próxima semana.
“O atraso no pagamento referente a insalubridade se deu por conta de uma conferência que precisou ser refeita, pois apontou acréscimo de R$ 1 milhão na folha salarial. O valor deverá ser quitado até na próxima semana”.
Para o secretário, o indicativo de greve está ligado a motivações políticas. “Totalmente política, não tem motivação nenhuma. Todos os pedidos elencados na proposta deles foram atendidos. Então acredito que seja motivação política, mas estou pronto para política”, finalizou
Foto: TJ-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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