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Claudinei alerta sobre alto índice de acidentes em Rondonópolis

O deputado frisou que as vítimas com lesões e fraturas acabam ficando desamparadas com os atrasos nas cirurgias ortopédicas pelo Estado.

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Política

Foto Márcia Regina Rodrigues de Oliveira

Rondonópolis enfrenta um alto índice de acidentes no trânsito, sendo que as principais ocorrências estão relacionadas com homicídio culposo na direção de veículo, lesões corporais culposa qualificada e seguida de morte. Nesse sentido, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) avalia que a classe política do município tem que buscar soluções para amenizar essa situação já que os acidentados ficam desamparados com a demora para a realização de cirurgias ortopédicas a nível estadual.

De acordo com dados estatísticos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), por meio da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), o município apresentou 813 ocorrências de acidentes, em 2020, e 418, no período de janeiro a junho deste ano. 

“Eu também obtive dados do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que nos apontou 682 ocorrências nesse primeiro semestre. Do jeito que está, isso pode chegar a passar de mil quando terminar o ano de 2021. Eu sei que o Estado tem a sua responsabilidade e o município tem que ter a atenção para cuidar do trânsito que é um problema que já ocorre há anos. Precisamos saber quais os projetos de prevenção e ação que estão sendo feitos para evitar mais acidentes. Vamos olhar para a população de Rondonópolis, vamos ser parceiros. Se precisar de emendas, estou aqui para somar”, declara.

Saúde – Claudinei acompanha a situação enfrentada com os atrasos das cirurgias ortopédicas no Hospital Regional de Rondonópolis, tanto que chegou a apresentar um Requerimento (n 336/2021) , em julho desse ano, para obter esclarecimentos já que esse problema no sistema de saúde faz com que os pacientes fiquem muitos dias internados. 

“Chegaram denúncias de familiares de pacientes internados no Hospital Regional que tiveram as cirurgias ortopédicas suspensas por falta de medicamentos e materiais para realizarem os devidos procedimentos. Estamos buscando entender a situação e o problema persiste em continuar”, explica o parlamentar.

Em outubro do ano passado, o parlamentar havia apresentado outro Requerimento  n 548/2020,  para que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclarecesse o motivo da suspensão de procedimentos cirúrgicos por falta de materiais. “Por isso que avalio a importância de dividirmos a responsabilidade entre os governos do Estado e do município. Há muito tempo que a sociedade está cobrando melhorias no trânsito, como, também, solucionar a situação da saúde pública. Não podemos esperar nessa inércia e vendo as pessoas morrerem, com lesões graves, e sofrendo na fila de espera para conseguir uma cirurgia no hospital. Falo como cidadão. É justo essa cobrança”, explica Claudinei.

“Rondonópolis que é considerada a terceira maior cidade de Mato Grosso, deveria contar com um outro Hospital Regional”, sugere o parlamentar. “O Hospital Regional atende 19 municípios das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. Precisamos ampliar os espaços, os números de profissionais e de leitos para que a sociedade não seja prejudicada. E claro, melhorar as vias de trânsito da cidade para reduzir o número de acidentados que serão encaminhados para a rede pública de saúde”, conclui.

Trânsito – As principais vias de Rondonópolis onde ocorrem acidentes são as Avenidas dos Estudantes, Governador Júlio Campos, Bandeirantes e Goiânia, ruas 15 novembro e Ramiro Bernardes.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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