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Empresários do agronegócio buscaram R$ 5,2 bilhões em investimentos para MT

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Da Redação

s empresários do agronegócio de Mato Grosso estão investindo em seus negócios e buscaram recursos durante o ano de 2019. De acordo com dados do Banco Central (Bacen), o Estado tomou R$ 5,29 bilhões de investimentos agropecuários de janeiro a outubro. Significa 12% do total disponibilizado em todo o País, que é de R$ 41,43 bilhões.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, reforça a orientação do Governo do Estado de atender aos empresários da área rural para o crescimento e desenvolvimento de Mato Grosso.

“Estamos atentos às demandas do empresariado local e de fora do Estado que busca investir aqui e seguimos o planejamento do governador Mauro Mendes, que é desburocratizar e dar transparência e agilidade aos processos”, explica.

Os agricultores e pecuaristas acessaram especialmente o FCO Rural, recurso do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO). A previsão orçamentária anual é de R$ 1,6 bilhão e foram contratados até outubro R$ 1,2 bilhão. Deste montante, R$ 644 milhões são para projetos de agricultura e R$ 633 milhões para projetos de pecuária.

Em relação aos desembolsos, 33,3% foram para maquinários, 26,5% para investimentos em bovinocultura de cortes e 10,8% em armazéns. Houve investimentos na ordem de R$ 85 milhões em energia fotovoltaica no ano de 2019.

Ainda de acordo com o relatório apresentado pelo Banco do Brasil, 56% dos recursos do FCO Rural foram para operações até R$ 100 mil. Apenas 7% acessaram créditos acima de R$ 1 milhão. A grande maioria das operações é feita pelos pequenos e médios produtores rurais de Mato Grosso.

Já para projetos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foram R$ 159,9 milhões contratados de janeiro a outubro deste ano. Foram realizados 35 contratos até R$ 99 mil, 32 contratos de R$ 100 mil a R$ 500 mil e 32 contratos de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.

De acordo com o superintendente de Política da Agricultura e Pecuária da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Eldo Leite Gatass Orro, as operações abaixo de R$ 1 milhão podem ser feitas pelos interessados diretamente no Banco do Brasil. As operações acima de R$ 1 milhão devem passar pela Câmara de Política Agrícola e Crédito Rural (CPACR) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Os empresários que quiserem investir na área rural e precisam de crédito do FCO Rural devem procurar o Banco do Brasil e iniciar o processo na instituição bancária.

Foto: Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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