Mato Grosso

Vinte e cinco mil estudantes fazem curso da PM para prevenção ao uso de drogas

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Mato Grosso

Da Redação

Em 2019, o Programa Educacional de Enfretamento e Repressão às Drogas e Violência (Proerd) da Polícia Militar de Mato Grosso formou 24.789 estudantes, crianças e adolescentes, no curso de prevenção ao uso de drogas e de combate ao bullying e outras formas de violência.

Desenvolvido em 304 escolas de 43 municípios, as lições do programa foram ministradas entre os meses de fevereiro e dezembro do ano passado e chegaram, principalmente, a alunos do 5º e 7º ano do ensino fundamental  

Em comparação com 2018, ano em que formou 21.026 crianças e adolescentes em 39 municípios, o Proerd, em 2019, registrou aumento de quase 20% no número de estudantes que concluíram o curso.

Sessenta e quatro instrutores da Polícia Militar levaram os ensinamentos e interagiram com alunos, familiares, professores e gestos escolares.

Em Cuiabá, por exemplo, o programa formou 4.875 estudantes e trouxe uma novidade que contribuiu para o fortalecimento da rede de prevenção às drogas, que foi a adesão de escolas da rede privada, entre as quais o Salesiano São Gonçalo, Plural, Isaac Newton e Master.

Este ano, o Proerd completará duas décadas em Mato Grosso. Maior programa de prevenção às drogas, nesses quase 20 anos já formou 340 mil estudantes no curso de resistência às drogas.

Os alunos que passam pelo programa aprendem como dizer não à oferta de droga, além de elevar a autoestima. As lições apresentam estilos de respostas para vários tipos de abordagens – oferta de drogas por amigos e desconhecidos e de ingresso no tráfico. Também aprendem questões como bullying, violência física, direitos e deveres, entre outros.

A dona de casa Maria Luiza dos Santos e Silva, mãe das alunas Clara e Ana Paula, de 11 e 13 anos, avalia como importante o aprendizado das filhas. Conforme ela, as meninas obtiveram respostas às perguntas que faziam em casa e que ela e o marido, Luiz Paulo, pareciam satisfazer a busca das filhas. “Tratávamos sobre drogas, mas parece que as aulas surtiam mais efeito, alertavam e ensinavam mais”, avalia a mãe.   

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, destaca que em quase 20 anos, o Proerd tem sido motivo de orgulho. A partir de 2019, a adesão da rede particular de ensino reforçou ainda mais a credibilidade da Polícia Militar junto à sociedade na prevenção às drogas.

Segundo Assis, há levantamentos que apontam que mais de 90% das crianças que fizeram o curso não se envolveram com drogas.

“Os pais acreditam e vêem as lições do programa como uma mudança de rumo na adolescência, no despertar dos filhos para o mundo em uma etapa da vida em que surgem as facilidades de acesso às drogas”, avalia.

De acordo com o comandante, a meta para 2020 é potencializar o trabalho e estender as ações por todos os municípios.

“Vamos fazer com que onde tiver um núcleo da PMMT tenha um policial instrutor, multiplicador dos ensinamentos do programa na prevenção às drogas”, completa.

O Proerd é desenvolvido por meio de parceria com as redes estadual e municipal de ensino. Em 2019, teve o apoio do Ministério Público do Trabalho e parlamentares.

Foto: PM-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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