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Mais de R$ 23 milhões foram investidos em saúde no ano de 2019

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Da Redação

Em 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 23 milhões na revitalização das instalações dos Hospitais Regionais, Escritórios Regionais de Saúde e Unidades Especializadas.

Os investimentos, realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) integram o projeto da atual gestão, de modernização da infraestrutura da rede hospitalar do Governo do Estado, cujo objeto é ampliar o número de leitos e oferecer um serviço de mais qualidade.

“Estamos fazendo uma grande transformação nas unidades que estão sob a gestão estadual e pretendemos entregar uma rede hospitalar remodelada para a população mato-grossense”, declarou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

A maior adequação do Estado, até o momento, é a do Hospital Estadual Santa Casa. O local foi totalmente readequado pela atual gestão que, em maio de 2019, passou a gerir a unidade – até então filantrópica – depois de quatro meses fechada.

No Hospital, já foram investidos, entre maio e dezembro de 2019, um total de R$ 3,3 milhões. As estruturas internas e externas receberam pintura, troca de piso, manutenção no telhado, reajustes na rede elétrica, revitalização das alas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cozinha, refeitório, recepção do setor administrativo, enfermarias, Centro de Materiais Esterilizados (CME), Oncologia Infantil, Hemocentro e dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Para a diretora do Hospital, Danielle Carmona, as melhorias foram essenciais para um atendimento com mais dignidade à população. “Antes, o lugar tinha um aspecto sombrio devido às cores e materiais desgastados. Agora, ele está modernizado, oferece atendimento de ponta para pacientes de média e alta complexidade e uma estrutura que a população merece”, avalia.

Outro investimento da SES foi no Hospital Regional de Sinop. Avaliada em R$ 2,5 milhões, a obra contempla a revitalização da recepção, do consultório de atendimento ambulatorial e da construção de uma nova estrutura de atendimento de urgência e emergência – o que vai possibilitar um aumento significativo na oferta dos serviços, visto que o atual espaço é improvisado. Paralelo a isso, haverá um reparo estrutural em áreas mais antigas do hospital, já que a unidade de saúde deixou de receber, nos últimos anos, o trabalho de manutenção preventiva e corretiva.

No Hospital Regional de Rondonópolis Irmã Elza Giovanella foram aplicados R$ 2,5 milhões na reforma da Recepção, Pronto Atendimento e UTIs. Outros R$ 2,5 milhões foram designados para melhoria da UTI e cozinha do Hospital Regional de Alta Floresta “Albert Sabin”.

Já no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, a revitalização engloba os ambientes da recepção, do setor administrativo, do pronto-atendimento, do ambulatório, do centro cirúrgico e das UTIs.

De acordo com a superintendência de Obras da SES, a ação na unidade visa o enquadramento da estrutura aos requisitos – estipulados pelo Ministério da Saúde – para a habilitação do local como Hospital Referência em cirurgia bariátrica. Para além das restaurações prediais voltadas para a habilitação, também são realizados outros ajustes em vigilância e segurança.

“Diante da situação física encontrada nas unidades de Saúde, foi proposta a ideia de adequação e modernização das edificações, garantindo o funcionamento pleno, contínuo e seguro dos serviços. O projeto de modernização das unidades busca garantir que as atividades dos estabelecimentos de saúde sejam executadas na forma da legislação vigente e possibilitem um ambiente inovado”, avaliou a superintendente de Obras da SES, Mayara Galvão.

A gestora ainda enfatiza que “o setor de obras da Secretaria Estadual de Saúde registrou, no ano de 2019, o melhor desempenho desde 2014”.

Outras readequações

Também foram incluídos no projeto de modernização da SES a readequação do Escritório Regional de Sinop e de Peixoto de Azevedo, cuja as melhorias estão avaliadas em R$ 800 mil e R$ 150 mil, respectivamente.

A reforma geral da Unidade de Atenção a Portadores de Deficiências Físico-Mentais – Lar Doce Lar (Unidade de Saúde do CIAPS Adauto Botelho) está passando por uma reforma geral que vai do teto até a parte hidráulica do lugar. A reforma é estimada em R$ 1 milhão.

As adaptações e reparos do CME e dos consultórios do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), juntamente à colocação da rampa de acessibilidade no MT Hemocentro, somam uma aplicação de R$ 400 mil.

Obras para 2020

Novas obras estão previstas para iniciarem em 2020. Entre elas está a grande reforma e ampliação na estrutura do prédio do Hospital Regional de Sorriso. O edital de licitação para conhecimento das empresas interessadas em concorrer o certame foi publicado no Diário Oficial do dia 25 de novembro.

A ampliação na estrutura da unidade está avaliada em aproximadamente R$ 9 milhões. Esse investimento proporcionará um acrescimento de 1.488 metros quadrados, incluindo recuperação da fachada, recepções, salas de espera, cozinha, refeitório, consultórios, enfermarias, centro cirúrgico, UTIs e das salas de urgência e emergência.

Além disso, os trabalhos de readequação predial preveem substituição da cobertura, com a troca de todo telhado, piso, pintura das paredes, instalações elétricas e a inclusão do Programa de Combate ao Incêndio e Pânico.

Para o próximo ano, a SES trabalhará na implementação do projeto para a estrutura do Hospital Central. O anúncio do retorno da obra foi feito pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário Gilberto, no dia 25 de novembro. O recurso para execução do projeto está estimado em R$ 135 milhões e será oriundo das ações de combate à corrupção, realizadas pelo Ministério Público.

Segundo o projeto, a unidade terá aproximadamente 32 mil metros quadrados de área total construída, sendo 9 mil da estrutura antiga e 23 mil de ampliação. Os trabalhos continuam em 2020 e deverá compreender outras unidades de saúde do Estado.

“Para 2020, ainda prevemos o início das obras do Hospital Adauto Botelho, Sede da Superintendência de Vigilância Sanitária em Saúde, Rede de Frios, Escola de Saúde, Superintendência Farmacêutica, Cermac e MT Hemocentro”, concluiu Mayara.

Foto: Secom-MT

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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