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Seplag renegocia contratos e economiza mais de R$ 5 milhões em 2019

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Da redação

A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) contabilizou neste ano uma economia de R$ 5,1 milhões ao cofre do Estado com a renegociação de contratos administrativos. Com a unificação das duas secretarias de governo, de Planejamento (Seplan) e de Gestão (Seges), e a adoção de uma série de medidas que cortaram despesas em 2019, o custeio da Seplag será menor no próximo ano.

No total, 34 contratos foram renegociados ou totalmente rescindidos pela pasta. A economia gerada com a não prorrogação foi de R$ 4,3 milhões, ao passo que o resultado das renegociações chegou ao montante de R$ 786.115,18.  Os dados são da Unidade de Eficiência do Gasto Público, núcleo de apoio estratégico e especializado ligado à Seplag.

Somente com a rescisão do contrato de aluguel do prédio que abrigava o Centro Logístico de Armazenamento e Distribuição do Estado (Celad), inaugurado em abril de 2018, o órgão deixará de desembolsar do Tesouro estadual R$ 2,5 milhões por ano.

A economia obtida com a reavaliação de serviços de locação de mão de obra e de estagiários foi da ordem de R$ 390.013,39/ano e com a contratação de serviços de cópias e impressões de R$ 230.678,99/ano. Já a redução gerada com a renegociação em contratos de agenciamento de viagens foi de R$ 205 mil/ano.

Em dezembro de 2018, antes da reforma administrativa que tornou Seplan e Gestão um único órgão, as secretarias possuíam juntas o total de R$ 14,9 milhões em contratos. Comparada a dezembro de 2019, a cifra é 20,68% menor e representa a soma de R$ 11,8 milhões. Segundo o relatório, a economia na pasta só não foi maior devido a 14 novos contratos formalizados neste ano, totalizando R$ 2,2 milhões a mais.

Com esse percentual de redução de despesas, a Seplag alcança a meta estabelecida pelo Executivo estadual no início da gestão. A portaria conjunta n° 006/Seplag/Sefaz, publicada em fevereiro, instituiu a diminuição de gastos em 20%, visando cumprir o decreto nº 8/2019 que propõe diretrizes para controle, reavaliação e contenção das despesas em toda a administração direta e indireta.

“A união entre as duas secretarias por si só proporcionou a economicidade ao rescindirmos contratos duplicados nos órgãos e atendendo a determinação do governador Mauro Mendes de reduzir os custos da máquina pública e trazer reequilíbrio às finanças do Executivo, a Seplag também adotou outras medidas para o corte de despesas, mas sem reduzir a qualidade de bens e serviços adquiridos ou prestados pela pasta”, garantiu o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra.

De acordo com a secretária adjunta de Administração Sistêmica da Seplag, Eliane Albuquerque, as contratações da pasta foram reavaliadas com base nos critérios de essencialidade e economicidade. “Revisamos boa parte dos contratos visando excluir ou reduzir itens para diminuir seus valores, analisando custo e benefício, além da sua real necessidade para a administração”, salientou.

Mais economia

A expectativa da Seplag é reduzir, a partir de 2020, mais de R$ 121 mil em despesas com energia elétrica. A pasta teve seu projeto de eficiência energética selecionado em uma chamada pública lançada pelo Grupo Energisa e mais de R$ 886 mil já estão sendo investidos nele, na troca de equipamentos e materiais que consomem menos energia.

Ao todo, já foram instaladas 2.310 lâmpadas de LED e 31 aparelhos condicionadores de ar serão substituídos por 20 equipamentos mais modernos e potentes. A concessionária é responsável pela compra dos equipamentos e pelo pagamento da mão de obra, sem qualquer ônus para a Secretaria.

Outra economia calculada é da ordem de R$ 800 mil/ano com contrato de aluguel e outras despesas da Superintendência da Escola de Governo. Em 2019, a instituição passou a funcionar em sede própria, em prédio anexo à Seplag, no Palácio Paiaguás, após ocupar por 14 anos um prédio alugado.

Foto: Secom-MT

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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