AUDIÊNCIA PRESIDENCIAL

Em reunião com Bolsonaro, Jayme defende investimentos estruturais em Mato Grosso

Jayme defendeu ferrovias, rodovias e habitação para o Estado, frisando a importância desses empreendimentos. Bolsonaro acenou favoravelmente

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Política

Secom-VG

Brasília-DF – Defendendo a retomada de obras estruturantes e ações consideradas essenciais para consolidar o avanço econômico do Brasil e a qualidade de vida de toda a população, o senador Jayme Campos (DEM/MT) foi recebido em audiência pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado pelo senador e líder do Governo, senador Eduardo Gomes (MDB/TO). Essa é a segunda audiência do senador mato-grossense com o presidente da República em menos de 30 dias, sendo que, em 15 de junho, Jayme Campos e o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, também foram recebidos no Palácio do Planalto.

“Mato Grosso é o eldorado, tem capacidade de gerar emprego e renda para milhões de pessoas, graças ao agronegócio que gera dividendos para o Brasil, mas para isto, necessita de investimentos, sejam públicos ou privados, como ferrovias, rodovias e habitações”, disse o senador mato-grossense, sinalizando que investir nestes setores é ter a certeza do retorno garantido.

Durante a reunião, o senador apresentou as pautas prioritárias para o Estado de Mato Grosso, a exemplo da questão do déficit habitacional, diversas obras que estão paralisadas por falta de recursos da União, as privatizações das rodovias federais e o modal ferroviário para alavancar ainda mais o agronegócio e potencializar a produção e geração de emprego e renda.

“Mato Grosso precisa melhorar. O Estado precisa de desenvolvimento. É preciso que haja celeridade em todas essas demandas. Mato Grosso, que tanto contribui com a balança comercial e com o PIB brasileiro, recebe pouco ou quase nada de contrapartida. Mato Grosso exporta 66% daquilo que produz, mas temos péssimas condições de infraestrutura e de logística, o que nos deixa na contramão da competividade em relação a outros estados e do mercado internacional”, lamentou.

Sobre a questão habitacional, o senador afirmou ao presidente que o Estado tem um déficit habitacional de mais de 100 mil casas. “É uma chaga social que deve ser enfrentada o quanto antes. As obras de habitação populares são essenciais, pois geram emprego e renda, além de melhor qualidade de vida e, sobretudo, por fomentar o crescimento do comércio e da indústria”, destacou.

Na conversa com Bolsonaro, Jayme Campos criticou para o presidente da República, a Rota Oeste, concessionária da BR-163. “Eles estão prestando um serviço de péssima qualidade para o povo mato-grossense, que trafega nessa rodovia tão importante para Mato Grosso. Lamentavelmente, não foi cumprido aquilo que estava pactuado na concessão. Algo tem que ser feito. O governo federal precisar retomar essa concessão e promover uma nova licitação, pois o maior problema é que rodovias ruins representam maiores despesas para caminhoneiros e empresários que pagam caro pelo frete graças às péssimas qualidades das rodovias e falta de ferrovias”, enfatizou o senador.

O senador de Mato Grosso afirmou ao presidente que o estado tem obras do governo federal que foram iniciadas e não foram concluídas. “São estabelecimentos do ensino infantil, são prédios de Unidades de Pronto-Atendimento que poderiam estar servindo a comunidade, mas que estão paradas, no esquecimento, viraram verdadeiros elefantes brancos”, pontou.
Durante o encontro, Jayme destacou ainda a importância dos investimentos nas ferrovias. “Estamos na expectativa de ver essas ferrovias funcionando. Nosso estado depende de ferroviais para crescer e se desenvolver mais rapidamente. Portanto, é preciso avançar nas concessões para que Mato Grosso continue dando números ainda mais expressivos do que os atuais para o país e para sua balança comercial”, destacou.

Desenvolvimento – O presidente Bolsonaro disse ao senador Jayme Campos que Mato Grosso está entre os Estados do País que mais receberão investimentos do governo federal na área de infraestrutura, contemplando ampliação da malha ferroviária e melhorias em rodovias. Participou também do encontro com o presidente e os senadores, o secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Mato Grosso, César Miranda.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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