Mato Grosso
Ex-prefeito Chico Galindo teria recebido R$ 40 milhões em propina, afirmam delatores
Mato Grosso
da Redação
Os sócios-proprietários do Grupo Glavão, Dário Galvão Filho e Mário Queiroz Galvão, em sua delação premiada na “Operação Lava Jata”, afirmaram que o ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), teria recebido R$ 40 milhões em propinas para entregar a concessão do direito de exploração dos serviços públicos de água e esgoto a empresa dos delatores.
O suposto pagamento de propina, consta no inquérito que está tramitando na 7ª Vara Criminal da capital, aberto pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), além deste inquérito que trás os supostos pagamentos de propina, ainda á dois inquéritos que investiga vantagens ilícitas e fraudes no processo licitatório aberto para privatizar a empresa pública Sanemat, ambos da Defaz.
Além do ex-prefeito, ainda foram investigados diversos vereadores que ocupavam o cargo em 2011, época na qual as fraudes supostamente ocorreram. Os vereadores, teriam recebido valores ilegais, para aprovar os desmandos e desvios de dinheiro público.
No inquérito mais recente que pesa contra Chico Galindo, de fevereiro de 2019, a 7ª Vara Especializada em Combate ao Crime Organizado, determinou o sigilo nos inquéritos, tal decisão, foi tomada no último dia 10 de dezembro pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.
O ex-prefeito se manifestou por meio de nota onde afirmou ainda não ter sido intimado para depor sobre as declarações dos delatores e negou as acusações afirmando que a realidade dos fatos será revelada durante o processo legal, disse ainda que está à disposição da Justiça.
Veja a íntegra da nota:
Diante das notícias veiculadas na imprensa sobre suposto pagamento de propina, venho por meio desta esclarecer que:
Tratam-se de declarações unilaterais cujo valor probatório será analisado em juízo;
Desconheço qualquer inquérito nesse sentido, uma vez que nunca fui intimado para depor sobre os fatos;
Confio nas autoridades investigativas e no Poder Judiciário;
Por fim, reitero que sempre estive a disposição, para esclarecimentos em busca da verdade real dos fatos.
Francisco Galindo
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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