CASAS POPULARES
Max Russi cobra retomada das obras de casas populares em Barra do Garças
Presidente da Assembleia Legislativa fez a cobrança durante a assinatura do contrato para construção de 2.784 casas de residenciais de 3 municípios
Política
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), cobrou agilidade, do governo do estado e da Caixa Econômica Federal (CEF), para o desentrave na entrega das obras dos conjuntos habitacionais Carvalho I, II e III, em Barra do Garças, paralisadas desde 2013. O parlamentar participou nesta quinta-feira (08) da assinatura do contrato de retomada da construção de 2.784 casas de residenciais em Lucas do Rio Verde, Sinop e Várzea Grande.
Ainda em 2018, o Ministério Público Federal (MPF), a prefeitura de Barra do Garças e a Câmara Municipal se reuniram e apresentaram um cronograma para retomada das obras iniciadas em 2012. No entanto, os trabalhos estão paralisados até hoje. O deputado Max Russi fez um apelo.
“São mais de 1.000 casas e eu cobrei muito isso na gestão passada. As casas estão prontas e o povo quer invadir. Falta pouca coisa para concluir e as estruturas parecem que já estão abaladas. A gente precisa priorizar nesse projeto”, alertou.

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
O atual prefeito de Barra do Garças, Adilson Macedo (PSD), havia anunciado, em fevereiro deste ano, que de 350 a 400 casas corriam o risco de ser demolidas devido à deterioração pelo tempo. Outro fator agravante é o furto de materiais, como fios, tijolos e telhas alojadas, que vem acontecendo no canteiro de obras.
Os conjuntos fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida, com investimento de R$ 81,8 milhões, sendo R$ 25,6 milhões no Carvalho I, R$ 28,5 milhões no Carvalho II e R$ 27,7 milhões no Carvalho III, totalizando 1.436 casas populares.
Contratos de R$ 15 milhões – Os acordos entre o governo do estado e a Caixa Econômica Federal para a conclusão dos residenciais em Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sinop somam R$ 15 milhões. A assinatura foi nesta quinta-feira (8), no Salão Clóves Vetorato, no Palácio Paiaguás, com a presença dos prefeitos dos municípios beneficiados, além do deputado federal Neri Geller (Progressistas). O aporte faz parte do orçamento da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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