“Mistério da multiplicação”

Em menos de um ano, gestão Casagrande paga aumento 298% pelo mesmo exame de mamografia

O caso é considerado de alta gravidade, que precisa ser investigado tanto pela Câmara Municipal, quanto pelos poderes públicos responsáveis, como Ministério Publico Estadual e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

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Política

Foto: Divulgação

Da Redação

Documentos comprovam super-aumento de 298%, pagos por exames de mamografia, realizados por empresa terceirizada e custeada pela Prefeitura de Sapezal, o que em 2020 foram pagos R$ 58.00, em 2021, o mesmo exame custou aos cofres públicos, R$ 173.00, a incompatibilidade com qualquer taxa de inflação, juros, oscilação do cambio,  chamou atenção pela tamanha discrepância.

Após as últimas matérias publicadas, informando sobre as suspeitas e atividades realizadas pela Prefeitura de Sapezal, através da Secretaria Municipal de Saúde, inúmeras denúncias estão surgindo constantemente, a exemplo desta última que com documentos, comprovam a discrepância entre os valores pagos pela Prefeitura.

Foto: Arquivo pessoal

“A diferença existe, se é ilegal, legal ou imoral, cabe ao poder público municipal, esclarecer para população”.

Nos últimos dias, a diferença entre o valor pago pelo exame de mamografia, pela Prefeitura de Sapezal e uma clinica particular na região metropolitana, já chamou muita atenção, devido ao fato de que a Prefeitura contratou os serviços via licitação, adquirindo em maior quantidade, seja prestação de serviços ou produtos, com objetivo é ter melhores condições e produtos, com menor preço.

Foto: Arquivo pessoal

As suspeitas de irregularidades ficaram ainda maior, com os comprovantes de que em 2020, a Prefeitura que era comandada pelo então prefeito, Valcir Casagrande pagou pelo exame de mamografia, R$ 58.00 e neste ano de 2021, o prefeito passou a pagar pelo mesmo serviço R$ 173.00.

Foto: Divulgação

“Segundo o matemático consultado pela equipe de reportagem, o aumento é de 298%”.

De acordo com o vereador Joilson Assunção (PSL), o caso é considerado de alta gravidade, que precisa ser investigado tanto pela Câmara Municipal, quanto pelos poderes públicos responsáveis, como Ministério Publico Estadual e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

“O vereador disse vai requerer todas as documentações necessárias, para fiscalizar os dados denunciados”.

“São denuncias graves com documentos, é claro que não podemos condenar ninguém antes de investigar, por isso cabe a Câmara através de uma CPI tomar as devidas providências, espero que a maioria dos vereadores tomem atitude que venham esclarecer os fatos”, ressaltou Joilson.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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