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Representantes da Unemat recorrem à Assembleia para garantir autonomia

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Da Redação

Mais uma rodada de discussão foi realizada para garantir autonomia financeira da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), nesta segunda-feira (16), na Presidência da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), assegurou buscar diálogo junto ao governo do estado para ajudar a instituição de ensino, que, por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou de ter o vínculo constitucional que garantia 2,5% da Receita Corrente Líquida do estado. O assunto será tema de audiência pública nesta quinta-feira (19), sob o comando da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da ALMT, presidida pelo deputado Thiago Silva (MDB).

“Vamos conversar com o governo e buscar caminhos que atendam as necessidades da Unemat”, afirmou Botelho, que também debateu o assunto na última sexta-feira (13). 

Durante a reunião de hoje, o reitor da Unemat, Rodrigo Zanin, disse que a unidade de ensino não foi comunicada sobre a ação do governo que destituiu o vínculo à Constituição Estadual, artigo 246, que garantia os 2,5% da RCL do estado. 

“Fomos pegos de surpresa com uma ação de inconstitucionalidade promovida pelo governo do estado, através da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), junto ao STF, pois a liminar foi dada no último dia 12 de dezembro, sendo que foi protocolada no dia 3 de dezembro. Isso dá uma instabilidade muito grande à Unemat. Estamos pedindo que a Assembleia entre com recurso e ajude a fazer a discussão para que possamos voltar a ter o vínculo constitucional e a garantia de financiamento da Unemat”, questionou Zanin.

Segundo o reitor, a decisão representa o retrocesso nos últimos 15 anos na história da universidade. “Não teremos como planejar a longo prazo de como a universidade irá atender Mato Grosso. E ficaremos à mercê de uma discussão anual de orçamento e LOA”, acrescentou Zanin.

Universidade – Conforme o gestor, a Unemat conta com uma receita de R$ 392 milhões; aproximadamente 23 mil alunos; 13 câmpus, 45 polos (núcleos pedagógicos e cursos a distância), 30 cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) e quase 800 professores, sendo desses 450 são doutores.

“Fazemos a diferença para esse estado por mais de 40 anos. A reunião é positiva porque os deputados assumiram o compromisso de entrar com recurso e fazer a discussão jurídica para nos ajudar, junto ao Executivo, para encontrar uma alternativa que garanta o vínculo constitucional e garantia constitucional do financiamento da universidade”, destacou Zanin.

A previsão para 2020 é de R$ 425 milhões, mas, de acordo com o reitor, sem o vínculo constitucional, a Unemat fica sujeita aos decretos de contingenciamento. “Isso prejudica e coloca em risco a própria manutenção da Unemat a longo prazo”, acrescentou.

Audiência – De acordo com o deputado Lúdio Cabral (PT), a medida do governo contraria o sistema de educação. “Vai contra o direito da população do estado. A Assembleia não pode ficar inerte, o primeiro encaminhamento é que a Assembleia vai recorrer dessa decisão do STF. Não faz sentido retroceder 30 anos na história da Unemat com o fim da autonomia financeira. Segundo, uma audiência pública na próxima quinta-feira (19), com a participação de representantes do governo, para poder debater junto com a comunidade da Unemat essa pauta e buscarmos revertê-la. Ela significa um retrocesso sem tamanho na história para o nosso estado”, disse Lúdio.    

Também participaram os deputados Thiago Silva (MDB), Janaina Riva (MDB), Valmir Moretto (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (DEM), Dr. João (MDB) e Wilson Santos (PSDB).

Fonte: ALMT / Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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