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Civil fecha o cerco contra ladrões de carga

Participam da operação 32 policiais civis das unidades da Delegacia de Paranatinga; Delegacia Regional de Primavera do Leste; GCCO; Gerência de Operações Especiais e Polinter.

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Foto: PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre nesta terça-feira (06.07), 31 mandados de prisão e de busca e apreensão dentro da Operação Safra, que investiga o esquema de uma organização criminosa baseada no estado de São Paulo que atuava no furto e roubo de cargas de grãos praticados em território mato-grossense e em outras unidades da federação. Os mandados judiciais são cumpridos por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso em diversas cidades do interior de São Paulo e Paraná, onde também serão efetuadas as apreensões de 12 carretas. 

As ordens judiciais estão em cumprimento nas cidades paulistas de Assis, Avaré, Conchas, São Miguel Arcanjo, Paraguaçu Paulista, Maracaí e Tarumã; e em Campo Mourão, no Paraná.

Durante muitos anos, o proprietário e demais integrantes vinham “desviando” cargas de grãos em Mato Grosso, conforme constam em mais de 40 boletins de ocorrência registrados pelas empresas proprietárias das cargas. As investigações iniciaram na Delegacia de Paranatinga, que apurou o furto de cargas de soja ocorrido em março deste ano. A partir de outras ocorrências registradas nas cidades de Sorriso e de Ipiranga do Norte, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso identificou um esquema criminoso envolvendo uma empresa de transportes, sediada no município de Assis (SP), que vem sendo utilizada para a prática dos crimes. 

Conforme a apuração realizada pela Polícia Civil, o proprietário da empresa e o grupo criminoso atuam como verdadeiros ‘piratas’, entrando em Mato Grosso e furtando as cargas de grãos. A investigação apontou que a quadrilha utilizava-se das mais variadas fraudes, aproveitando-se de falhas no sistema de controle das fazendas e das transportadoras contratantes. Depois de praticarem os furtos, voltavam à cidade de Assis levando o “espólio” arrebatado (valores em dinheiro). 

Segundo o delegado de Paranatinga, Hugo Abdon, a operação tem como objetivo colher elementos de informações contra os alvos investigados, assim como interromper as condutas criminosas por parte da organização criminosa, atingir o patrimônio da quadrilha, ressarcir as vítimas dos prejuízos sofridos e, por fim, levar à punição dos associados. 

PJC MT

O delegado da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, destaca que a investigação apura os crimes de organização criminosa, furto qualificado pela fraude e por concurso de pessoas, além de haver indícios da prática de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Roubo de cargas 

Com a continuidade das investigações, a Polícia Civil apurou também que a organização criminosa passou a agir no roubo das cargas, mantendo as vítimas reféns durante a ação, além de utilizarem armas de fogo. “Ou seja, a quadrilha está também praticando os mais variados crimes, inclusive, usando de violência, com emprego de arma de fogo e zombando do sistema de justiça e do principal sistema produtivo brasileiro, que é o agronegócio”, apontou o delegado Vitor Hugo.

Somente em Paranatinga, os membros da quadrilha furtaram duas cargas de soja de caminhões bitrens causando um prejuízo no montante de R$ 300 mil. Em Ipiranga do Norte, os criminosos desviaram quatro cargas completas de soja avaliadas em aproximadamente R$ 600 mil.

Com base no material probatório reunido durante a apuração, a Polícia Civil representou à Justiça de Mato Grosso pelos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os alvos da investigação. Também serão apreendidos 12 veículos modelo carretas

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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