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Plataforma Digital da Desenvolve MT leva crédito para todo o Estado

Em um ano, as consultas por crédito aumentaram mais de 300%; 131 municípios do Estado foram atendidos com o sistema

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Foto: Divulgação Secom-MT

Da Redação

A Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – Desenvolve MT se prepara para ser a primeira agência 100% digital do país. Na última semana, foi firmado o convênio com a empresa pública Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados para utilização do serviço de assinatura digital certificada.

Com isso, reduz despesas, desburocratiza o processo e garante agilidade na formalização para a tomada do crédito, sem a necessidade do cliente se deslocar até o cartório para validar a sua assinatura, enviar o contrato pelo correio, ou até mesmo se deslocar até a agência.

Desde o começo da pandemia do coronavírus em 2020, a agência se viu diante de um grande desafio, oferecer crédito para socorrer os empresários de Mato Grosso e atender as medidas de biossegurança para evitar a disseminação do Covid-19.

A plataforma digital estava em fase de teste na época, e foi uma grande aliada dos empreendedores de Mato Grosso, alcançando 131 municípios do Estado, o que significa cerca de 93% dos municípios atendidos.

Em um ano, as consultas por crédito na nova modalidade aumentaram em 314,59%.  Mais de 760 operações, que somam cerca de R$20 milhões liberados em concessão de crédito via plataforma.

De lá para cá, o processo de digitalização de tomada de crédito foi se aprimorando. A partir do CNPJ do empreendedor, atividade econômica, tempo de atividade, endereço e dados dos sócios, o sistema consegue validar os dados para prosseguir ou não, com a tomada do crédito.

O próximo passado agora é a integração do sistema com o da Junta Comercial que tornará o processo ainda mais ágil, aumentando a confiabilidade e reduzindo o tempo de coleta de validação de dados, por parte do setor de crédito. 

Para o presidente da Desenvolve MT, há um ano a agência vem se preparando e investindo em tecnologia. “ Um dos pedidos do governador logo que assumimos foi propor uma solução inovadora que atendesse ao empreendedor. O objetivo era chegar em todos os municípios, reduzir custo e desburocratizar o processo. A nossa plataforma digital é totalmente intuitiva e simples’’, explica Jair Marques.

Mesmo com a plataforma, a agência continua na parceria com os agentes de crédito ligados as prefeituras, Federações e Associações Comerciais do Estado. Que vem desempenhando um trabalho importante ao empreendedor orientando, validando documentos e encaminhando as propostas de crédito via sistema.

É possível solicitar o crédito de qualquer município do Estado, basta ter acesso a internet e entrar no site da www.desenvolve.mt.gov.br fazer o cadastro e seguir o passo a passo.

Como é o caso do empresário Mayrã Júnior Pereira de Lima, proprietário do restaurante Bom Apetite, em Guarantã do Norte (distante da Capital 708km). Ele solicitou o crédito via plataforma digital e não precisou em nenhum momento se deslocar até a agência.

“ Se eu tivesse que ir até Cuiabá acredito que não seria possível conseguir o crédito, o sistema facilitou a minha vida. A única coisa que fiz fora do sistema foi ter que validar o contrato no cartório e enviar o processo para a agência”, conta o empresário. 

Com o crédito, o empresário se prepara para inaugurar o restaurante em novo endereço, com um ambiente totalmente aberto, arborizado para atender aos clientes com o tradicional almoço e agora com refeições para o jantar. Além de um ambiente para realizar festas e casamentos.

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Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço

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O Brasil executa, até 19 setembro, uma nova etapa para ampliar a capacidade de fazer pesquisas científicas em microgravidade no espaço.

A Operação Potiguar 2, conduzida no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R).

O ambiente de microgravidade permite desenvolver pesquisas em condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. Entre as áreas que podem se beneficiar estão estudos de materiais, fluidos, combustão, biologia, medicamentos e agricultura espacial.

A plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). A missão está prevista para ocorrer de 31 de agosto a 19 de setembro e tem cerca de 160 militares e servidores civis envolvidos na preparação, integração, lançamento e recuperação da carga.


Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER
Brasília (DF), 05/09/2026 - Brasil testa plataforma para pesquisas em microgravidade no espaço.
Foto: CECOMSAER

Plataforma será lançada pelo veículo de sondagem VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço. Foto: CECOMSAER

O objetivo principal da segunda fase da Operação Potiguar é verificar se o conjunto responsável por recuperar a plataforma funciona conforme planejado durante um voo. A primeira fase da operação, em 2024, foi voltada principalmente à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Na prática, a recuperação permite que a plataforma e os equipamentos transportados retornem para análise depois do voo. Os dados obtidos podem ajudar na avaliação dos sistemas e no desenvolvimento de futuras missões científicas em ambiente de microgravidade.

Plataforma brasileira

O VS-30 V16 tem aproximadamente 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de cerca de 1,6 tonelada. As simulações utilizadas na preparação da missão indicam que o foguete poderá atingir aproximadamente 100 quilômetros de altitude e percorrer cerca de 90 quilômetros. A carga útil, a PSM-R, tem massa estimada em 401 quilos.

A plataforma reúne sistemas necessários para seu funcionamento durante o voo e para o retorno à superfície. Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados a experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, usado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma está relacionada ao Programa Microgravidade, que seleciona experimentos científicos e tecnológicos para serem realizados em voos suborbitais e orbitais.

Teste de recuperação

O sistema a ser avaliado durante a missão é considerado uma etapa importante para transformar a plataforma em uma estrutura capaz de apoiar diferentes experimentos científicos.

Durante o voo, os sistemas embarcados serão acompanhados por recursos de telemetria e rastreamento. Depois do retorno da carga útil, os dados coletados serão analisados pelas equipes responsáveis pela operação.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno também coordena procedimentos de segurança e o acompanhamento do veículo. A operação envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo e marítimo.

Inaugurado em 1965, o CLBI foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul.

Segundo a FAB, a unidade já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes e acompanhou mais de 3 mil veículos. Entre as atividades realizadas pelo centro está o rastreamento de foguetes Ariane, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, e o apoio ao monitoramento de veículos lançados a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.



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