Mato Grosso

Poconé: Polícia Civil prende 4 e apreende mais 90 porções de droga

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Mato Grosso

Da Redação

Quatro pessoas foram presas e um ponto de venda de drogas desarticulado em Poconé (104 km ao Sul de Cuiabá), pela Polícia Judiciária Civil.

O trabalho contou com apoio da 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande.

A ação deflagrada para cumprimento de mandado de busca e apreensão, resultou também na apreensão de mais de 90 porções de drogas e mais de R$ 1 mil em dinheiro proveniente do tráfico.

Benedito Cassemiro de Oliveira, 45, Domingos Jorge de Souza, 42, Thales Vinícius da Silva, 28, e a suspeita Kelly Josiane da Silva, 35, foram atuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As diligências iniciaram após denúncia pelo disque 197, sobre um endereço com suspeitas de ser usado para o comércio de entorpecentes, razão a qual os policiais civis passaram a apurar as informações.

Durante as investigações foram constatados os fatos e a existência de traficância no imóvel no bairro São Benedito. Com base nos indícios, a Polícia Civil de Poconé representou pelo pedido de busca e apreensão domiciliar, decretado pela Justiça.

De posse do mandado os policiais civis foram até a casa, alvo da ordem judicial, onde três homens e uma mulher foram surpreendidos.

No local foram apreendidas mais de 90 trouxinhas de pasta base de cocaína, prontas para a venda, diversos materiais utilizados para preparar e embalar as substâncias, além da quantia em dinheiro de mais de R$ 1 mil, proveniente da venda de entorpecentes.

Diante do flagrante, os quatro envolvidos foram encaminhados para Delegacia de Poconé, interrogados pelo delegado Joaquim Leitão Júnior, e presos por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Após a confecção dos autos os conduzidos foram apresentados para audiência de custódia, ficando à disposição do Poder Judiciário.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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