Mato Grosso

Mãe e filha são presas acusadas de tráfico de drogas em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC), através da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), prendeu mãe e filha nesta segunda-feira (09), acusadas de tráfico de drogas no bairro Vista Alegre, em Cuiabá.

A mãe identificada como Maria Joselita Borges dos Santos, 39 anos, e a filha, Jessica Borges dos Santos, 19 anos, foram autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico com aumento de pena pelo envolvimento de menores de idade com o crime. Além de mãe e filha, ainda foram apreendidos dois menores de idade, um de 16 e outro de 17 anos que deverão responder pelo ato infracional de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A prisão dos suspeitos se deu após uma minuciosa investigação dos agentes da DRE que receberam informações sobre a venda de drogas nas proximidades de uma gráfica no referido bairro. De acordo com as informações, Maria Joselita seria a responsável pelo entorpecente e fazia a contratação dos menores para atuar na venda.

Com base nas informações, os policiais passaram a monitorar a região, conseguindo visualizar toda a movimentação típica do comércio ilícito. Após uma entrega, foi realizada a abordagem do usuário, sendo apreendidas três pedras de pasta base de cocaína.

Em continuidade as diligências, os investigadores da DRE realizaram a abordagem de um dos menores que atuava na venda, que foi surpreendido com 10 porções de pasta base de cocaína, embaladas para venda.

Com as informações passadas pelo adolescente, os policiais chegaram a residência das suspeitas (mãe e filha) responsável pelo repasse da droga que era vendida aos usuários. Com as suspeitas, os policiais apreenderam duas pedras de pasta base de cocaína, que elas tentaram dispensar no momento em que perceberam a aproximação da equipe.

Com a mãe foi apreendido R$ 30 e com a filha R$ 220 relacionados ao comércio de entorpecentes. Diante das evidências, as duas mulheres e os dois menores foram conduzidos a DRE, onde após os interrogatórios e oitivas foi lavrado o flagrante.

Com Assessoria / Foto: DRE

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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