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Jovem acusado de matar empresário em Rondonópolis se entrega a Justiça

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Da Redação

Maroan Fernandes Haidar Ahmed, acusado de matar o empresário Fábio Batista de Jesus na cidade de Rondonópolis (218 km de Cuiabá) se apresentou a Justiça na última terça-feira (03). Maroan estava foragido desde o dia 19 de novembro do ano passado, data do crime, mas teve um Habeas Corpus (HC) que o permitiu recorrer do processo em liberdade.

Segundo a defesa, as digitais encontradas nas garrafas de água que estavam dentro do veículo no qual Maroan conduzia no dia do crime, não seriam dele, ainda de acordo com a defesa, estas digitais seriam as mesmas das encontradas no volante.

A Justiça decidiu acatar o pedido de HC protocolado pela defesa o que permite que o suspeito se mantenha em liberdade até a data do julgamento, mas deverá cumprir medidas restritivas, como o uso da tornozeleira eletrônica.

Maroan chegou a ser procurado pela Interpol, já que havia a suspeita de que o mesmo teria fugido do país. No período que esteve foragido, Maroan chegou a publicar fotos em suas redes sociais nas quais mostravam ele em uma praia e em outra em um restaurante do nordeste. A promotoria classificou a postagem das fotos como uma tentativa de despistar a Justiça.

ENTENDA O CASO

Fábio Batista da Silva, empresário, 41 anos, estava com amigos em uma conveniência do Centro de Rondonópolis no dia 19 de novembro de 2018, quando supostamente Maroan chega no estabelecimento com uma caminhonete com o farol alto, ele desce do veículo e vai em direção ao caixa.

Fábio e o grupo de amigos se incomoda com a luz que estava em direção a mesa na  qual o grupo estava, em dado momento, Fábio vai em direção a Maroan e pede que o mesmo abaixe o farol, em seguida ele retorna em direção a mesa, Maroan pega uma arma de fogo de dentro do veículo, chama Fábio e dá um tiro que acerta a cabeça do empresário que morre no local.

Foto: Internet

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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