Mato Grosso

25 mandados são cumpridos pela PF em operação contra extração de aroeira

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Uma operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (04) para combater a ação de uma organização criminosa que é acusada de realizar extração ilegal de aroeira na região da Terra Indígena Sararé, em Conquista D’Oeste (538 km de Cuiabá).

12 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal de Cáceres nos quais foram cumpridos nas cidades de Nova Lacerda e Conquista D’Oeste. Além de madeireiros foram presos também indígenas que estavam envolvidos com a organização criminosa, uma propriedade rural também foi apreendida judicialmente por ter adquirido madeira retirada da reserva.

A investigação apontou que índios permitiam a exploração da reserva em troca de pagamentos que eram realizados de maneira periódica, além de outros benefícios. Até o momento não foram divulgados os valores movimentados pelo grupo criminoso.

A investigação  que resultou na prisão dos  envolvidos teve inicio em 2017, ano em que foi realizada uma prisão em flagrante durante uma ação de fiscalização da Fundação Nacional do índio (FUNAI) que visava coibir a prática de crimes ambientais no interior de reservas, as ações fiscalizadoras também tiveram apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e das forças de segurança do Estado.

A extração em floresta primária de aroeira é proibida no Brasil desde 1991 após uma normativa expedida pelo IBAMA. Os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal em Cáceres onde foram ouvidos, posteriormente serão encaminhados para a cadeia onde permanecerão a disposição da Justiça.

Foto: Ilustração/Internet

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA